Textos categorizados 'viagem'

22mar (Porto-Lisboa)

Último dia em Porto, e precisava voltar para Lisboa: fazer as malas de manhã e pegar um taxi para ir até a estação de trem, e minha mala por ser tão gorda quase não coube no compartimento (o maior que tinha), mas com um certo jeitinho (chamado força bruta) eu consegui, e pude desfrutar de uma viagem de 3h até Lisboa, com o som no ouvido e uma posição pouco confortável para dormir.

Chegando em Lisboa, não tive muito tempo de me arrumar e já tive que sair novamente, pois tinha outro compromisso da agência para cumprir. Aliás, um não: dois. Durante este tempo todo, tive o prazer de conhecer pessoalmente o Julian Treasure, que palestrou no TEDxO’Porto e já palestrou, também, no TED Global.

Depois do compromisso, nada como o conforto do hotel. Já era noite, não tinha o que fazer (mesmo), pois não conheço nada por aqui, e somando que eu preciso sempre acompanhar meus e-mails profissionais (muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e não posso ficar sem olhar nem um dia sequer), acabo passando as noites na frente do notebook, seja no quarto ou no saguão do hotel.

Aliás, o hotel onde estou é o mesmo que fiquei no começo da viagem, e a internet era maravilhosa, funcionava 100% sem interrupções, e eu conseguia fazer tudo que queria e até alguns lazeres, como assistir trailer de filmes, conversar por Skype usando vídeo, e pequenas regalias virtuais. Agora, não sei o que houve, talvez todos os geeks de Lisboa se hospedaram aqui e usam a banda 24h para baixar torrents do mundo inteiro, pois eu mal consigo postar no Twitter uma besteira qualquer com menos de 140 caracteres que a internet já cai.

O decorrer da semana será corrido, com mais e mais compromissos para cumprir por aqui, porém creio que terei algum tempo para aproveitar mais a cidade, caminhar, tirar muitas fotos e poder respirar um pouco mais aliviado sem ter que pensar em correria de trabalho e nos problemas que preciso enfrentar.

Viajar relaxa a cabeça, mas não resolve problema tampouco paga conta.

19mar (Lisboa – Porto)

Hoje meu dia foi bem vazio.

Tudo bem, eu irei encontrar detalhes para entreter vocês. Começando pelo momento em que eu acordei e pensei preciso fazer o check-out até meio-dia, e havia combinado de pegar carona com uma van do evento, que iria levar outras pessoas de Lisboa até Porto. Rapidamente fiz minhas malas, desci, fiz o check-out, e pensei em almoçar no próprio restaurante, assim ganhava tempo sem precisar ficar andando pelas ruas, e correr risco do planejamento dar errado.

Pois bem: não foi assim que aconteceu.

Almocei um hamburger no hotel que, sinceramente, não estava bom. Não estava ruim (a ponto de recusar), mas a aparência bonita escondia, na verdade, uma qualidade de lanche de bar: carne de hamburger frita, que dá aquele soco no estômago quando está terminando de comer, as batatas-fritas ajudaram (bastante), assim como o refrigerante e, a parte boa, a sobremesa, que foi uma porção de profiteroles.

Almoço realizado, pago, volto ao saguão do hotel e aguardo a ligação da van, o que demorou para acontecer, precisei ligar para meu amigo e perguntar se ele teria informações sobre ela, mas estava tudo normal, como planejado. Mas onde então estava o problema? Em Lisboa.

No dia estava marcada uma manifestação contra desemprego e injustiça social, e meus amigos explicaram, depois, que isso tudo é um reflexo (ou extensão) da crise mundial, que afetou fortemente alguns países da Europa (ou todos, eu sou burro para Atualidades), e eu imaginei que fosse ser algo pequeno, mas foi algo imenso, com mobilização policial e cobertura ao vivo na televisão.

Isso tudo causou…trânsito. Saio de São Paulo, esqueço que existe trânsito, e me deparo com o próprio aqui do outro lado do oceano. Mas o motorista (Nuno Baltazar, grande homem, simpatia) soube escapar por alguns atalhos, e fomos pegar outras pessoas que iriam conosco até Porto.

Essas pessoas, aliás, bastante loucas: todas mulheres, muito simpáticas e receptíveis, que ficaram mais de 3 horas sem parar de falar, e não era apenas falar, mas sim manterem-se engraçadas do começo ao fim, com direito a risadas de porquinho, gritos, cantoria e arrotos (minha amiga disse que elas arrotaram, mas eu estava dormindo – sim, eu consegui dormir).

Dormi, acordei, e continuavam cantando, gritando, atormentando o Nuno, até chegarmos em meu hotel, que fica a poucas quadras do local do TEDxO’Porto 2011, Casa da Música (http://www.casadamusica.com) – admitam, um lugar lindo demais. Amanhã irei tirar o máximo de fotos aqui em Porto, e dedicarei boa parte para a Casa da Música,

Havia uma exposição para visitar, Survivors, do GMB Akash (http://www.gmb-akash.com), mas chegamos muito tarde, já havia acabado, então nada mais do que se arrumar no quarto, consumir um pouco do mini-bar (refrigerante e um chocolate).

Quando entrei no quarto, acessei meus e-mails pelo iPhone e vi um e-mail do meu pai, dizendo que meu irmão havia sido atropelado, mas que estava tudo bem, foi um acidente leve e ele teve apenas alguns poucos esfolamentos. Porra! Meu irmão? Atropelado? Porra! Não falei com ele, pois ele estava fora de casa, mas falei ao telefone com meus pais, e eles garantiram que ele estava bem, já havia até saído com a namorada. Soube, também, que o motorista foi prestar auxílio e meu irmão, com sua gentileza nata, o mandou tomar no cu.

Sim, no cu. Esta informação significa que ele estava normal.

Depois, pensei em comer, decentemente, como sempre faço, mas o hotel não possui restaurante, daí eu fiquei com uma preguiça bem grande de sair do hotel e andar até algum restaurante, então continuo por aqui, e daqui será cama. Amanhã não sei o que farei durante o dia, sei que irei almoçar (dã), dar uma volta pelas ruas, encontrei várias arquiteturas bacanas por aqui, praças lindas e construções que, à noite, iluminadas, são fantásticas.

Aliás, repensando minhas fotos da Itália, e o pouco que tirei de Lisboa (irei voltar lá depois de Porto), conclui que eu gosto de arquitetura, árvores, nuvens, céu azul, cores vivas (principalmente quando há sol forte) e horizontes. E também gosto de usar ângulos um pouco diferentes, tenho uma técnica de alinhar algo do enquadramento de forma paralela com as extremidades do visor – quem quiser olhar minhas fotos da Itália novamente, poderá notar esta características.

Apesar desta técnica, eu não trabalho para a NatGeo.

18mar (Lisboa)

Fui dormir às 3h00, e hoje tinha reunião às 10h00, o que significa que sofri como um hamster parindo uma vaca – mas consegui: atrasado, mas consegui, a reunião foi um sucesso, a recepção foi ótima, e em breve poderei lançar a novidade. Dei uma pequena volta a pé, após a reunião, e cada dia que passo acho Portugal uma delícia, e está cada vez melhor pois se relacionar com alguma pessoa é muito mais fácil, por causa da similaridade dos idiomas, mesmo às vezes comigo tendo receio de falar, segundos depois lembro que ambos falamos português.

Os taxis são baratos, tenho feito bons trajetos por menos de 6 ou 7 euros (na Itália era um chute no saco – metaforicamente falando, creio que esta parte todos entenderam), mas pretendo andar mais, principalmente agora no fim de semana, que não terei compromissos da agência, tampouco profissionais: irei para Porto, onde passarei poucos dias, por conta do TEDxO’Porto 2011, e meu hotel será na rua do evento, maior conveniência não há.

Hoje comecei minha rota turística por Lisboa, graças à Bibiana, que já morou aqui e está tendo a paciência de me levar em alguns lugares. Como eu costumo esquecer das coisas, não poderei contar com detalhes os locais (nome, história etc.), creio que ela vá me corrigir depois e eu atualizarei esta postagem, mas prometo ser o mais explícito possível.

Tonto.

Peguei metrô, duas estações depois e já estava em Baixa-Chiado, onde encontrei a Bibiana e, alguns segundos depois, vejo uma pessoa vindo em minha direção, e eis que é o João Melhado! Porra moleque, a gente nem combinou nada, e nos encontramos tão rapidamente, adorei de verdade. Demos um tempo em um bar chamado A Brasileira, e a região é cheia de brasileiros, mas admito que em tanta muvuca é difícil distinguir uns dos outros.

Saímos, demos uma volta e fomos ao Adamastor, que é tipo uma Vila Madalena mais interessante, perto do cais, estilo mini parque, com pessoas sentadas comendo, bebendo, com os cachorros soltos brincando com as crianças, punks, roqueiros, hippies, maconheiros, mochileiros, e qualquer tipo de gente – é de se entender, pois há poucas quadras está o albergue Oasis. E pensando melhor, é realmente igual a Vila Madalena: gente estranha não falta.

Lá, comi uma tosta quente, que é um misto, porém melhor: presunto melhor, queijo melhor, e um pão que me lembrou ciabatta. E é barato! Isto foi o meu almoço, mais um cupcake e um copo de Cherry Coke (cacetada, há quanto tempo que não tomo uma dessas).

Mais passeio, andamos por algumas ruas pequenas, convidativas, aconchegantes, frias, com casas e lojas misturadas: o design era nítido, assim como as cores e a variedade de estilo em cada loja, sendo de bebida ou de roupa, todas compunham um cenário bacana.

Depois pegamos o elétrico (bonde), que foi até perto do Chapitô (www.chapito.org), um restaurante/bar/balada/biblioteca/teatro muito bacana, e bastante concorrido para se achar mesa para jantar (precisa de reserva): como nós chegamos antes do horário normal, de pico, pegamos uma mesa tranquilamente e apreciamos a vista do cais de Lisboa – fantástico, uma delícia.

Falando em comida: filé com bolo de cogumelos e espinafre cozido/refogado. Não tirei foto, mas garanto que dá vontade de comer todos os dias, uma delícia sem tamanho. Como estou organizando um evento com foco gastronômico, irei me forçar a comer coisas que eu geralmente não como, por escolha ou oportunidade, como por exemplo na hora de pedir sobremesa, sempre priorizo o que tem chocolate, mas desta vez escolhi uma torta de framboesa, que na verdade parecia uma fatia de pizza doce e eu acabei não gostando muito.

Chocolate, me perdoe, eu fui iludido!

O frio de noite é forte, mas estava mais fraco que ontem: só de camiseta eu consegui sobreviver muito bem. Claro que um casaco ia bem, mas eu quis correr o risco e ir sem.

Voltei para o meu hotel, e aqui estou desde então, respondendo e-mails, postando fotos e notícias em meu empoeirado blog, falando com as pessoas, assistindo alguns trailers de filmes, já com bastante fome e sede (mas infelizmente já encerraram a cozinha do hotel), e acabei de ligar para casa. Eu tenho dado notícias desde sempre, para começar, através do meu jeito nerd de ter me acostumado a postar os locais que estou no Foursquare, de usar o Twitter para falar algumas coisas, o Facebook para outras, o Instagram para compartilhar momentos interessantes…se minha mãe soubesse mexer no computador, quase nem precisaríamos nos falar ao telefone, ela já saberia tudo a meu respeito.

Mas voltando à realidade, liguei para casa, falei com meu irmão e minha mãe, e sim, estou com saudades de casa. Uma das primeiras coisas que falei para ela foi que o sentimento de solidão que tive na Itália está começando a surgir aqui, mas ainda está fraco – espera eu me enfiar no meio de 1400 pessoas na segunda-feira, quando acontecerá o TEDxO’Porto 2011, e eu conhecer algumas pessoas que só conheço virtualmente, que esta sensação irá passar…

…ou apenas se mostrar mais forte para, quando eu voltar para o hotel, ficar refletindo sobre a vida, a presença das pessoas ao meu redor etc. Sim, viagens em que você fica a maior parte do tempo sozinho servem, também, para você refletir sobre você mesmo, o futuro, como você lida com as pessoas etc.

Creio que eu irei atualizar este blog com as informações esquecidas de meus passeios, caso a Bibiana leia e venha me corrigir em alguma coisa, então fiquem atentos, todos vocês, um milhão (sic) de leitores que acham minha vida melhor que Paredão do BBB.

16/17mar (São Paulo – Madrid – Lisboa)

Assim como na viagem para a Itália, eu deixei para fazer tudo apenas na última hora, como arrumar a mala, mesmo eu nunca tendo problemas com isso (de faltar roupa, por exemplo), afinal, eu sou homem: 1h antes de sair de casa é tempo suficiente para pegar as roupas, guardar na mala, passar o zíper e partir rumo ao aeroporto.

Ao sair de casa, minha vó vem se despedir de mim com os olhos marejados, voz trêmula, pedindo a Deus para, se Ele quiser, me trazer de volta. Pô, vó, é claro que Ele quer que eu volte! Mas sem tocar em filosofias profundas, o que me incomodou foi ela me olhar como se eu estivesse indo rumo ao precipício. Pelamor, já fui pra Itália e Madrid, sem contar os outros lugares do Brasil que também se usa avião (Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Amazônia etc.), não precisava se desgastar tanto emocionalmente.

Mas vó é vó, quer o nosso bem, e a minha pelo menos chora mesmo se cair uma folha em minha cabeça. Ela me ama, e eu amo ela, e quando se quer o bem, as emoções se colocam mais fortes.

Mas minha mãe começou a marejar os olhos também. Ô cazzo, também? Levei no bom humor, e parti com meu irmão para o aeroporto (ele foi me deixar lá, veja só que irmão legal que eu tenho – já contei que nunca brigamos? Pois é), desci, despachei a mala, fiz check-in, e fiquei aguardando até 16h55, horário do embarque.

Enquanto isso, passei no Duty-Free, e sempre que eu ia ao aeroporto, eu namorava uns relógios da Diesel, que nunca foi minha marca desejada (é apenas mais uma como qualquer outra), porém eu gosto muito do estilo de relógio que eles fazem. Neste dia eu resolvi comprar, mesmo que parcelado, um relógio para mim. Lindo. Maravilhoso. Logo apos a compra eu lembro que havia esqueci uma coisa em casa: câmera fotográfica.

Burro.

Fui ver no Duty Free alguma com configuração igual ou aproximada, e os preços começavam em 900 reais. Mais caro que o relógio (que, claro, prefiro não falar o valor), então pensei em arriscar comprar quando chegasse na Europa, sendo Madrid ou Lisboa.

10 horas de vôo até Madrid, pois escolhi a Iberia, e as conexões acontecem, até onde percebi, sempre no Aeroporto de Madrid – Barajas, e quem acompanhou minha saga na Itália vai lembrar que, por não entender como o aeroporto se organiza, eu acabei perdendo minha conexão para Milão na época – mas hoje não podia repetir o mesmo erro.

Até porque entre minha chegada em Madrid e o embarque de minha conexão para Lisboa tinham apenas oito horas. Pode? É um expediente! Eu poderia ter trabalhado, pego 1h de almoço, feito pausa para o café, e voltado para casa. Mas não: fiquei lá dentro do aeroporto (não podia sair, já que estava na área de aguardo das conexões), andando, dormindo, sentado, andando de novo, dormia um pouco, dava uma volta, etc.

Passei em uma loja que vendia diversas coisas bacanas de áudio e vídeo, e eu quase comprei uma caneta para iPhone/iPad. Quase. Ao invés disso, fui atrás das câmeras fotográficas, até achar uma ótima, da Canon, bem pequena, marrom (mas com um tom bem elegante), 12 megapixels, e todos aqueles recursos básicos (as fotos que tirei da Itália foram com uma câmera simples da Nikon, sem tratamento, sem lente especial, nem nada). Agora, pasmem: paguei 300 reais no brinquedo! Três vezes mais barato que no Brasil. Eu disse três vezes. Foi um dos melhores planejamentos financeiros que fiz este ano, e espero evoluir nesta área.

Depois da compra, carreguei meu iPhone no banheiro, que é muito bom. Muito. Quem entrava se assustava com minha pessoa, parada do lado da tomada, encostado na parede, de óculos policial, cara fechada (não sou um gnomo para andar sorrindo 24h), aguardando o celular semi-pendurado na tomada (que era na altura do peito, quase), espertamente apoiado na mochila que estava no chão.

Tomei um café no McDonalds só para poder usar a tomada perto de uma das mesas, mas horas depois voltei lá para almoçar: Royal Deluxe, que apesar do nome, consiste apenas em carne + queijo + tomate + salada, é o famoso x-salada brasileiro com nome gringo. Arrisquei ir até o Starbucks, mas era do outro lado do aeroporto, e no momento que pensei nisso já estava na hora de entrar no avião.

E sim, eu lembrei como funcionava a organização dos portões no aeroporto de Madrid, e não perdi o vôo, tampouco tive a bagagem extraviada (da outra vez isto aconteceu por eu ter perdido o vôo – a bagagem foi antes de mim e ficou perdida no aeroporto de Milão): cheguei super bem em Lisboa, o taxi até o hotel era bem perto (e muito barato – quase cinco vezes mais barato de quando eu fui do aeroporto de Milão para meu hotel – 50 euros safados, pois era longe pra cacete), e o hotel…

…meu irmão, minha irmã, o hotel é maravilhoso. Turim Europa, 4 estrelas, lindo, super confortável e moderno: você vai andando no corredor e as luzes se acendem conforme sua presença (assim economiza energia), e durante a caminhada fica tocando música ambiente. E quando você entra no quarto, a música está tocando dentro dele! Sendo bastante transparente e solidário com minha experiência, cagar ouvindo música barroca (ou seja lá de qual estilo ou período seja) é legal, mesmo eu nunca tido planejado fazer algo assim na vida.

Banheira. Outro detalhe do banheiro.

Eu cheguei em Lisboa depois das 17h, vim para o quarto, fiquei fuçando nele, guardando a roupa, arrumando minhas coisas, espetando os gadgets nas tomadas para carregar (MacBookPro, iPad e iPhone – e a câmera fotográfica, que eu não coloquei ainda, vou fazer isto agora).

Tomei banho como uma madame, mergulhado na banheira, relaxado, pensando em diversas coisas e nada importante. Uma hora aquilo cansou e eu tomei banho normalmente. Eu estava preparado para sair hoje, com uma amiga, Bibiana, que está pela região e irá me mostrar alguns lugares bacanas de Lisboa – ela também está comigo na organização do TEDxRimini, na Itália – mas houve mudanças de planos, e eu acabei ficando no meu quarto resolvendo algumas coisas da agência.

Sim, eu estou aqui para trabalho também (principalmente).

Mas o que você foi fazer aí mesmo?
A princípio eu viria apenas para a cidade de Porto, onde irá acontecer mais uma edição do evento TEDx, organizado pelo Manuel Forjaz, o TEDxO’Porto 2011, mas começaram a surgir oportunidades de negócios entre a MonkeyBusiness e algumas empresas portuguesas, portanto o que era para durar uns três ou quatro dias agora irá durar doze.

Responsabilidade.

Então resolvi comer em algum lugar, mas não sabia onde. Comecei a pesquisar na internet os locais mais próximos (para não gastar com taxi), e comecei a ficar confuso com algumas opções – a partir daí, resolvi apenas sair andando pelas ruas de Lisboa e ver se acharia algum lugar aberto (já eram 22h aqui, enquanto no Brasil as pessoas ainda estavam agoniadas para saírem de seus trabalhos e beberem cerveja verde), o que não foi um sucesso, e resultou em jantar no restaurante do hotel.

Não fiz o melhor pedido, até porque era muita comida, e a maneira como foi feita não me agradou: pizza à carbonara, mas o queijo era excessivo, um tanto enjoativo (tipo queijo prato, que fica aquela coisa gorda na língua, não desce suave), a massa não estava com um ponto bacana (não estava crua, mas não parecia muito pizza). Mas comi.

O cappuccino também não estava dos melhores: tive que usar dois saches de açúcar e um de adoçante em comprimido para sentir algo doce no café. Sim, eu tenho ciência de que café não é para ser doce como um copo de Toddy, porém ele não precisa ser forte a ponto de parecer xaxim.

Não, eu nunca comi xaxim.

Já consumi quase metade de meu frigobar, uma ação que pretendo não tomar nas outras estadias por vir, e agora vou encerrar minha noite tomando o suco de laranja gelado pra cacete – o frigobar está gelando tanto que está uma camada de água sobre tudo que está lá dentro.

E quando eu saí para procurar um restaurante? Aí eu senti o que é frio. E olha que não estamos no pico de inverno europeu, é apenas uma passagem do inverno para a primavera, variando de 6 a 10 graus (mais para 10 do que para 6), e eu saí do hotel todo pomposo, usando apenas calça, camiseta e um blazer militar, aberto, com o peitoral exposto como se fosse um pombo partindo para briga…os primeiros segundos em contato com o clima noturno de Lisboa me fez desejar pular em uma caldeira acesa.

Frio, rapaz. Frio.

De dia está mais tranquilo: é menos frio, tem sol, dá umas esquentadas, mas é misturado, você sempre sente o frio presente, é o tipo de dia quente e com sol que faz você sair de cachecol e casaco fino, mesmo que às vezes você vá tirar ele em algum momento.

Quase 3h, e eu amanhã levantarei entre 7h e 8h, para tomar café, me arrumar, preparar um pouco o material para meu compromisso, e partir, portanto vou encerrar esta postagem, que já está bastante grande e suficiente para entreter quem quer que vá ler (que dá para contar em uma mão – e a mão do Lula, para vocês verem a popularidade desta pitomba).

Não sou pop, mas estou em Lisboa. Esnobe.

Pré-Portugal

Alguns meses depois me motivo a escrever algo que não sejam e-mails. Sim, eu estou devendo uma postagem master para o Papo de Homem, que pretendo fazer, pasmem, do avião. Uma das novidades é esta: estou escrevendo para o Papo de Homem, um ótimo site que, apesar do nome, vai além (e muito além) do clichê de ficar postando foto de mulher pelada (aliás, isso deve ser menos de 1%), existe uma equipe inteligente e com rico conteúdo em diversas áreas, que constroem um coletivo de comportamento com sucesso de acessos (eu sei quantos acessam mensalmente, lalala, lalala, ok parei).

E vocês (ou você, já que eu não tenho leitores aqui) devem estar pensando “avião?”, e é isso mesmo: amanhã embarco para Portugal, onde irei representar a MonkeyBusiness no TEDxO’Porto 2011, que acontecerá no dia 21 de março (terça-feira).

Além disso, irei trabalhar: estamos abrindo novos horizontes de trabalho, e um deles é em Portugal, onde já existe mercado (e interesse), o que representa ótimas chances de eu retornar ao Brasil com um ótimo network de todos que conhecer.

Além deste além disso, eu pretendo, nas horas vagas, conhecer Portugal, que é uma das raízes de minha família (meu avô materno nasceu em Serapicos, Bragança).

Assim como fiz em minha viagem para a Itália, eu irei fazer aqui: diariamente tentarei postar o resumo do meu dia, mesmo que eu não tenha nada interessante.

Conveniente solidão (próxima viagem?)

Quando viajei para a Itália, sozinho, eu senti uma emoção que nunca havia sentido antes: solidão (que não significa abandono); a maior parte do tempo eu ouvia as pessoas falando o idioma local (italiano), mas ouvia muito também de alemão, japonês e inglês (este, o que eu conseguia me comunicar – e satisfatoriamente bem).

Minha experiência, na questão de relacionamento pessoal (ou entrosamento social) foi de agonia, pois como um brasileiro que só fala português (e sobrevive no inglês), eu passei quase 1 mês sem ouvir meu próprio idioma, e eu recorri diversas vezes a ligar para casa (o que me custou o olho da cara – ou pelo menos a cirurgia que me faria enxergar melhor) apenas para ouvir a voz de minha família (geralmente minha mãe) e me sentir confortado.

E olha que eu nunca fui um filho entusiasta que vive grudado na família (o que não significa que eu more sozinho e não fale com ninguém dela: é tudo questão de equilíbrio).

Eu já tinha planejado em minha cachola que esta viagem funcionaria se eu estivesse sozinho (mesmo apreciando a idéia de uma boa companhia), pois na época eu vivia rodeado de gente quase que o dia inteiro (salvas as horas de ir ao banheiro, tomar banho e dormir) e eu queria, mesmo, experimentar a sensação de, pela primeira vez, estar sozinho sem ajuda e opinião de ninguém.

Quer ler meu diário? Siga os links:
17ago (São Paulo)
18ago (São Paulo – Madrid – Milão)
19ago (Milão)
20ago (Milão – Verona)
21ago (Verona)
22ago (Verona)
23ago (Verona)
24ago – Desencargo de consciência
25ago (Veneza)
26ago (Veneza – Florença)
27ago (Florença)
28ago (Florença)
29ago (Florença – Pisa – Roma)
30ago (Roma)
31ago (Roma)
1set (Roma)
2set (Roma)
3set (Roma-Nápoles)
4set (Nápoles)
5set (Nápoles-Madrid-São Paulo)

Hoje, domingo, depois de Natal e antes do Ano-Novo, eu passei por uma pequena angústia (nada sério, sinceramente): planejava sair de casa, encontrar pessoas, respirar ar fresco (mesmo vivendo em São Paulo, dentro do apartamento, com todos os ventiladores ligados e janelas abertas, o ar continua abafado), ver coisas novas além das paredes beges, mas não tive sucesso.

Tentei forçadamente fazer algo, mas não consegui: permaneci em casa. Calor. Fome. Tédio.

Não sei até onde poderia contar com todos os meus amigos para chamar e fazer alguma coisa, às vezes eu procuro algo diferente, variar do mesmo, mas nem todos apreciam a idéia ou me acompanham com o mesmo entusiasmo, principalmente em cima da hora e levando em conta que esta semana a maioria trabalha, mas sei que estou aprendendo (não da maneira mais confortável – mas também não tenho do que reclamar) a viver sozinho e me tornar auto-suficiente.

Então você está desdenhando os amigos?

De maneira alguma. Só não posso fazer meu conforto e felicidade dependerem das respostas dos outros que convido para me acompanhar em algo. Alguns não querem, outros não podem, outros não estão dispostos…nem sempre poderão aceitar meus convites, independente do motivo, e eu não posso deixar me chatear por causa disso, afinal, já aconteceu o inverso comigo (de não querer ou não poder aceitar um convite).

Isto me motiva a algo: viajar novamente para a Itália. Talvez, talvez, passar em outros países (como Espanha e Portugal – quiçá Inglaterra), e não sei se desta vez eu estarei sozinho, pois pode surgir uma namorada (hahahahahahahahahahahaha certo, certo), ou meu próprio irmão (se conseguir tempo e verba, pois ambos tocamos a agência e pode ser difícil os dois saírem ao mesmo tempo), ou algum(a) amigo(a) que tenha tempo e verba (e coincida poder ir na mesma data que eu).

Estou motivado, creio que terei verba suficiente para fazer isso, considerando ainda mais a experiência maravilhosa que tive com esta primeira viagem, conseguirei salvar mais dinheiro ainda, com economias e planejamentos inteligentes (porque planejamento burro tem um nome: só não me lembro qual).

Já falei com minha família que gostaria de viajar novamente, eles já aceitaram melhor a idéia (quanto a ficarem preocupados por eu estar fora do país, por exemplo, é algo que provavelmente não será tão grande nas próximas vezes).

No trabalho eu não preciso pedir férias, já que toco o próprio negócio juntamente com meu irmão e meu amigo, Gustavão (só preciso planejar bem para não cair em alguma data caótica cheia de eventos e trabalhos perturbadores de clientes pesados).

Quem quiser se juntar, será bem-vindo (apesar de eu nem saber a data que gostaria de voltar ou, melhor ainda, ter realmente o dinheiro necessário para isso) – caso contrário, será a segunda viagem sozinha, mas com uma diferença: este ano eu irei aprender italiano, então um recado em italiano para todos que moram lá:

lasciare le proprie figlie a casa, perché io sono tornato!

19ago (Milão)

Ontem à noite, que já era hoje de madrugada, assisti W, de Oliver Stone, sobre a vida do George W. Bush. O filme não fala bem nem mal, mas mantém uma narrativa neutra, sempre balanceada com erros e acertos dele durante sua vida. Interessante.

Terminou tarde, fui dormir, e o calor era grande. Maior ainda foi quando acordei, e o sol trincava a cortina com aquele amarelo intenso, e provavelmente, quando voltar para o Brasil, pegarei o final do inverno e o começo da primavera.

Consigo ouvir as pessoas falando alto na rua.
Italianos.

Acordei às 9h30, voltei a dormir e levantei às 12h30, depois de ouvir a faxineira bater na porta. Ligação da Iberia com a previsão de entrega de minha bagagem, lembrei que hoje era dia de passeio, coloquei a primeira (e única) roupa que vi, organizei minhas coisas e saí.

Novamente simpáticos, outro recepcionista me ensinou a andar de metrô até o endereço onde eu iria pegar o ônibus para a excursão. Uma mulher (definitivamente não trabalhava no metrô), com aparência de cigana (ou rampeira, ou de quem estuda ciências políticas na USP e chama de diversão assistir filmes búlgaros com dublagem de Arnaldo Jabor), me ajudou a comprar o bilhete de metrô: Não existe guichê, ou caixa, ou balcão para comprar com um atendente, lá é tudo na maquininha.

Stazione Lanza.

Ruas vazias, quase todos os comércios estão fechados. Ou é feriado ou eu passei pelas ruas onde todas as lojas passaram o ponto. Entrei em um Café (porque lanchonete não existe), e tomei um suco de laranja e comi um sanduíche de peito de peru que tinha, de verdade, o tamanho de um figo pequeno. Era tipo um bombom (no tamanho), mas salgado.

Novamente, informação com o dono da banca de jornal, pois a rua onde estava tinha os dois lados pares, e sem ordem crescente. Ou decrescente, a numeração parece ser feita por sorteio ou humor. Achei o local, achei o ônibus (com ar condicionado) que nos levaria pra o passeio, e vi as pessoas que estariam em contato comigo.

Fui à um Teatro della Scalla, onde tirei umas fotos (que na máquina saíram horríveis, e no iPhone, apesar de precisar economizar bateria, saíram melhores), mas apenas do teatro em si, o museu é proibido e não foi interessante, apenas curioso, pois falava da história dos figurões da ópera e do teatro (pelo que eu entendi da guia).

Depois fui para a Galleria Vittorio Emanuelle II, um dos shoppings mais antigos do mundo, que agora abriga lojas como Armani, Gucci, entre outras maravilhas do mundo fashion. Sim, um McDonalds ficava na praça central da galeria. Eu, inclusive, tirei uma foto do teto de vidro, da cúpula central, da Galleria, que é bem bacana. Cada esquina do centro da Galleria representa um continente que, infelizmente, eu não prestei atenção suficiente, mas tirei fotos.

De lá para o Duomo di Milano, que é lindo. Não é permitida a entrada de pessoas com os ombros e braços descobertos, de saia, entre outras coisas costumeiras, por se tratar de uma igreja. Em situações como essa, parece que eles emprestavam um pedaço de pano (tipo canga de praia) para a pessoa amarrar na cintura ou colocar nos ombros e se sentir um super-herói. Fomos avisados de que não era permitido tirar fotos lá dentro, mas depois de ver tanta gente tirando foto, descaradamente, pessoas com câmeras cuja lente era maior que minha perna, eu resolvi, com cautela e discrição, tirar algumas fotos internas, principalmente (ou apenas) dos vitrais, que são realmente lindos.

Um vitral tinha a história do Velho Testamento e a outra do Novo Testamento. Como um cartoon, disse a guia, para reforçar a mensagem. Os pilares internos são lindos também, altos e com cerca de 8 estátuas no topo.

Nessa hora lembrei do carrinho que o Vespa me emprestou para tirar foto por aqui. Parece que esse carrinho de brinquedo já rodou bons lugares, e infelizmente eu preciso esperar minha bagagem chegar, então não me senti culpado de, ainda, não ter tirado fotos dele por aqui. Pelo menos uma em Milão eu preciso tirar.

Saindo de lá, passando pela Piazza Duomo, onde tinha uma estátua com milhares de pombos (tirei foto), pegamos nosso ônibus da excursão e seguimos para o Castelo Sforzesco, cuja passagem foi rápida, mas tive tempo suficiente para tirar boas fotos.

De lá seguimos para a Igreja de Santa Maria delle Gracie, onde tem um afresco com a Santa Ceia, de Leonardo da Vinci, e a guia deu uma explicação da análise comportamental de cada personagem presente na arte, com sua respectiva interpretação corporal. Infelizmente fomos interrompidos pela segurança, com um aviso sonoro pelos alto-falantes dizendo para nos retirarmos: esqueci de avisar que lá só entram de 25 em 25, e existe um tempo certo para permanecer dentro. Lá, infelizmente, não podia tirar foto, filmar ou algo semelhante (talvez descrever em um gravador ou fazer um rascunho no guardanapo) e haviam muitas câmeras de vigilância.

Gastei uns €20 em souvenirs com esse passeio.

Terminando tudo, fiz uma caminhada sem compromisso (o que significa se perder de propósito) para conhecer melhor a região, e achei um lugar que servia sorvete de massa. Gelateria. Quando comecei a enterrar a colher no pote comecei a lembrar da reação das pessoas que já vieram pra cá falando que o sorvete italiano é maravilhoso, sem igual, fantástico, soberbo, e outros adjetivos pouco utilizados no dia-a-dia. Comi e achei muito bom. Muito bom mesmo, uma delícia. E só.

Eu peguei 3 tipos de chocolate: branco, meio-amargo e avelã (ou algo similar, tem aquele gosto de coisa fina). Talvez se pegar, da próxima vez, um sabor de frutas, para ver todas as diferenças, eu possa voltar falando como meus amigos viajantes.

O sorvete saiu €3 o pote, e as bolas de sorvete eram daquelas que só consegue ser feito em casa, aquela famosa bola de sorvete de quando a mãe serve a gente: grande, maciça, sem desperdício ou egoísmo.

Pediu sorvete? Então toma sorvete.

Voltei ao hotel, tomei um banho e passei as fotos da câmera para o notebook e escrevi mais um pouco. Provavelmente irei dar uma saída de noite, para comer algo e dar umas bandas. Neste momento, vou me deitar e descansar, andei bastante, e usando o mesmo chinelo de ontem: estou adquirindo pés de caiçara a milanesa.

Curiosamente, apenas meu dedinho direito do pé está em um ponto semi-dormente, o que significa que a sensibilidade dele está estranha, mas não nula (eu ainda tenho sensação nele, mas parece que acabou de levantar e estava dormindo, pesado). Provavelmente descansando ele melhore, assim como calçar um bom tênis com meia.

Fico no aguardo da bagagem, tenho a pretensão de apenas sair hoje à noite depois que receber a bagagem, para que eu possa usar roupas limpas. Amanhã será meu último dia na cidade, e precisarei ir para a próxima, Verona. Novamente, pedirei informação no balcão do hotel, ou usarei a internet hoje à noite (isso, claro, se tiver recebido minha bagagem).

Saindo para jantar, a balconista me olhou, eu olhei pra ela, nós dois nos olhamos, e ela me diz que a bagagem chegou, então a viagem se completa a partir de agora. Jantei no McDonalds por pura preguiça de tentar entender cardápio em italiano.

Uma hora de internet no hotel custa €4 e isso significa aproveitar bem: e-mail, Orkut, Twitter, Flickr e WordPress. Não sei se conseguirei ter tempo de colocar todas as fotos no Flickr, mas para não me preocupar (?) com atualizações instantâneas, façam a gentileza (vocês, milhões de visitantes do meu blog) de visitar o endereço periodicamente, tipo uma vez por semana, e conferir se tem algo.

Claro, se for um interesse imenso de vocês em verem minhas fotos. Por enquanto, não tenho vídeos, pois a filmadora estava na mala extraviada, que chegou hoje, então a partir de amanhã eu começo a fazer algumas babaquices com ela.

Ciao.

18ago (São Paulo – Madrid – Milão)

- ¿Carne ou pasta?
- Pasta. Gracias.

A comida estava boa, dormi mais um pouco, fui ao banheiro e alguém me interrompeu com batidas na porta: nada grave, apenas uma mulher muito educada que me olhou meigamente e aguardou eu sair do banheiro com elegância. Pelo seu comportamento, parecia que aquele era o banheiro dela, apesar de não ter visto o nome dela escrito em lugar algum.

Tirei fotos de coisas babacas (como ícones de sinalização) e algumas interessantes (como a vista do avião sobrevoando a cidade de Madrid.

O tempo entre um vôo e outro estava planejado para que desse tempo, mas infelizmente não consegui aproveitar bem por confundir os nomes dos portões (realmente são confusos) e precisei pedir para a Iberia me alocar no próximo vôo: o anterior (que perdi) era às 11h55, e agora estou agendado para as 15h30.

Nessa espera pelo vôo encontrei uma Starbucks, e isto alegrou minha tarde.

Acostumei-me a ouvir as pessoas falando em espanhol ao meu redor, raro era achar alguém falando em português (do Brasil).

É interessante escrever sobre cada dia da viagem, considerando que ainda estou em Madrid quando deveria estar a caminho de Milão, mas ainda assim a experiência começou a partir da despedida de meus pais no aeroporto. Quem dera achar uma zona grátis Wi-Fi para poder ligar pra casa, mandar e-mail, escrever para minha família, e o mais importante: avisar a agência que o meu translado precisará ser adiado por causa do vôo perdido.

As costas começam a doer por causa do uso do notebook em um banco de metal, e isso significa que irei pensar mais rápido no que escrever. Apesar do calor, o céu está branco (apesar do sol ter aparecido algumas vezes).

Certo tempo depois, e vi no painel que meu vôo estava do outro lado do aeroporto, e para isso a gente utiliza o metrô interno do aeroporto. Entrei no vôo, e meu lugar era no meio da fileira, precisamente dividindo um casal de franceses que chegaram depois de mim, e ambos concordamos em trocar de lugares.

Dormi.

MILÃO

Saindo do avião, fui correr atrás de minha bagagem (que chegou no vôo que perdi) e ela não estava lá. Essa informação veio depois de eu andar em círculos pelo saguão, e depois de muito tempo consegui falar com a atendente (desta vez com eficiência) e ela indicou a sala com malas perdidas, mas infelizmente nenhuma era minha.

Recebi o número de meu protocolo e fui para o hotel aguardar a chegada de minha bagagem e começar a aproveitar minhas férias. Depois de comprar uma Pepsi procurei uma farmácia por lá mesmo, mas estava fechada.

Taxi. Como no Brasil, uma roda de taxistas conversando. Chamei um deles:

- Scusi. Via Napo Torriano, per favore?

A distância do aeroporto para o meu hotel foi praticamente Guarulhos-Santana (só que sem trânsito algum), o que resultou em mais de €85. No final da corrida, falei para o taxista:

- Scusi non parlare italiano

Ele perguntou de onde eu era. Quando respondi Brasil, Sao Paolo ele disse obrigado e tchau. Gestos pequenos que me fizeram ganhar a noite: taxista simpático merece até mais do que recebe (mas de mim por enquanto não, pois o dinheiro está racionado).

Hotel San Carlo: pequeno e quente, sem ar condicionado, frigobar operando em temperatura ambiente (pelo pouco que procurei não encontrei botão de regulagem), box para tomar banho devia ter menos de 1 metro, e isso significa tomar banho usando cotoveleiras.

Liguei meu notebook e o carregador de pilhas USB nele, abri o Word, comecei a ver a bolsa que a Iberia me deu como cortesia (e pedido de desculpas) por causa do infortúnio da bagagem, e eles dão bastante coisa: linha e grampo (e botão) para camisa, uma camiseta branca (amassada), sapatilhas descartáveis, desodorante, perfume, xampu, touca de banho, bermuda/cueca de algodão etc.

Saindo do hotel, perguntei a um americano por farmácia, que fica no mesmo edifício da Estação Central (Centrale Stazione). Passando por vários restaurantes, pizzarias e dois McDonalds, comprei meu soro para lente de contato (€10), patatitas no McDonalds (€1,90) e uma Coca Zero 600 ml (€2) na banca, onde aproveitei para perguntar sobre onde poderia comprar roupas.

Voltando ao hotel, recebo uma ligação da Intercare com a boa notícia de que localizaram minha bagagem, e que amanhã a receberei no quarto. Não precisarei comprar tudo de novo, tampouco confrontar a perda de acessórios do iPhone, 2 óculos caros (um HB e outro Rayban), uma filmadora (a nova, que comprei só para a viagem) e outras coisas.

A situação me favoreceu para escrever. Dentes escovados, um calor imenso (mais de 30º durante o dia) e meus pés estão com aquele princípio de bolha por causa das caminhadas e corridas nos aeroportos usando chinelo.

Deus é bom, e cuida de mim.

17ago (São Paulo)

As últimas horas são as mais decisivas, e detalhes como pesquisa de estações de trem perto dos hotéis se acumularam, e tudo isso faltando 10 minutos para sair de casa.

O embarque foi tranqüilo e rápido. Fazia tempo que não viajava de avião, antes desta eu já fui para Orlando, Florida (1996) e Porto Seguro, Bahia (2001), e hoje estou rumo à Madrid (Espanha), conexão para Milão (Itália).

Poucos passageiros, mais ou menos 1/10 do que o avião realmente comporta, o que foi um conforto, pois pude me esticar em dois assentos. Classe econômica é realmente econômica, a largura do assento expressa o suficiente, mas o cinto se segurança era grande, o que me faz pensar sobre um obeso mórbido usando a classe econômica: ou compra dois lugares (ou mais) ou vai de executiva.

Avião decolado, e o sono é quitado em parcelas: dormir e acordar em períodos curtos. Uso lentes de contato, e o soro ficou na mala grande por causa daquela norma de transportar mais de 100ml na bagagem de mão. Fui esperto e peguei um colírio hidratante, que foi suficiente.

Este vôo virou a noite.


Agenda

maio 2012
D S T Q Q S S
« mar    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

Twitter

  • Ser famosa pela bunda deve ser tão frustrante. O dia que tenta fazer algo legal não ganha atenção, já pedem para tirar a roupa. Triste, não? 34 minutes ago
  • Estou em MonkeyBusiness (São Paulo, SP) 4sq.com/LXUIAW 40 minutes ago
  • Ouvindo ópera na Cultura FM 59 minutes ago
  • Vontade de ofender no transito, mas não quero (mais) causar discórdia na vida 1 hour ago
  • Policial à paisana, no transito, sempre assusta: de Gol quadrado filmado e rebaixado até novo Passat, já vi de tudo. 1 hour ago

Flickr Photos

De volta, @benny68, quem manda fazer restaurante perto de onde eu trabalho? Baterei ponto aqui.



Vision

Cookies c/ sorvete

Amor e bobeiras em P/B

Preparando minha janta de gordo

Gajar Halav #instafood #vidadoce (agora uma foto mais bonita)

Gajar Halav #instafood #vidadoce

Sanduba maluco dos cavalos

Ring of Fire

More Photos

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.