Textos categorizados 'trem'

22mar (Porto-Lisboa)

Último dia em Porto, e precisava voltar para Lisboa: fazer as malas de manhã e pegar um taxi para ir até a estação de trem, e minha mala por ser tão gorda quase não coube no compartimento (o maior que tinha), mas com um certo jeitinho (chamado força bruta) eu consegui, e pude desfrutar de uma viagem de 3h até Lisboa, com o som no ouvido e uma posição pouco confortável para dormir.

Chegando em Lisboa, não tive muito tempo de me arrumar e já tive que sair novamente, pois tinha outro compromisso da agência para cumprir. Aliás, um não: dois. Durante este tempo todo, tive o prazer de conhecer pessoalmente o Julian Treasure, que palestrou no TEDxO’Porto e já palestrou, também, no TED Global.

Depois do compromisso, nada como o conforto do hotel. Já era noite, não tinha o que fazer (mesmo), pois não conheço nada por aqui, e somando que eu preciso sempre acompanhar meus e-mails profissionais (muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e não posso ficar sem olhar nem um dia sequer), acabo passando as noites na frente do notebook, seja no quarto ou no saguão do hotel.

Aliás, o hotel onde estou é o mesmo que fiquei no começo da viagem, e a internet era maravilhosa, funcionava 100% sem interrupções, e eu conseguia fazer tudo que queria e até alguns lazeres, como assistir trailer de filmes, conversar por Skype usando vídeo, e pequenas regalias virtuais. Agora, não sei o que houve, talvez todos os geeks de Lisboa se hospedaram aqui e usam a banda 24h para baixar torrents do mundo inteiro, pois eu mal consigo postar no Twitter uma besteira qualquer com menos de 140 caracteres que a internet já cai.

O decorrer da semana será corrido, com mais e mais compromissos para cumprir por aqui, porém creio que terei algum tempo para aproveitar mais a cidade, caminhar, tirar muitas fotos e poder respirar um pouco mais aliviado sem ter que pensar em correria de trabalho e nos problemas que preciso enfrentar.

Viajar relaxa a cabeça, mas não resolve problema tampouco paga conta.

29ago (Florença – Pisa – Roma)

Como um bom e inteligente rapaz, eu fui dormir tarde mesmo me planejando para levantar às 6h30 para que eu pudesse utilizar o mesmo dia de passe de trem para Roma e visitar Pisa, mais precisamente a Torre de Pisa.

Ontem à noite (hoje de madrugada) aproveitei ao máximo o meu momento de inteligência, que foi planejar os trens de acordo com o manual da EuRail que recebi da agência de viagens, com detalhes como hora de saída, chegada, estação, se precisa ou não de reserva, se tem cabine fechada, ar condicionado, se é de alta velocidade, e tudo quando é tipo de informação.

Checkout. Estação de trem. Bilheteria para validar o ticket (apesar de já ter usado ele desde o começo da viagem) e o atendente começou a falar tudo que eu não poderia entender (em italiano), apontando para o ticket, fazendo umas expressões que eu entendi como um infortúnio. Então ele se levanta, vai até o canto da sala, volta e me entrega o ticket com o carimbo de validação.

Ufa.

 

PISA

Sim, a torre está torta, e a cada ano (ou algum período já calculado) ela entorta mais, mas existem profissionais procurando sustentá-la (mesmo que torta, agora que se tornou sua principal característica turística).

De Pisa, peguei outro trem para Roma que previa mais ou menos 3 horas de viagem. Entrei em um dos vagões do trem, e ele era dividido por cabines, como eu apenas conhecia nos filmes, com a porta de vidro e os bancos voltados um para o outro. Ingenuamente achei que alguma daquelas cabines seria onde eu iria passar o resto da viagem.

Não.

Três vagões depois eu chego na área onde é normal: cadeiras, fileiras e tudo como eu tenho visto desde então, e quando eu digo “chego” significa “andar com mochila nas costas e outra de alça, puxando pela mão por um corredor que tinha gente sentada e não lhe permitia se locomover”), acho meu lugar e sento lá.

A viagem vai demorar, vou dormir.

Dormi. Acordei. Dormi. Acordei, olhei para as pessoas. Dormi. Acordei, olhei as mesmas pessoas, olhei pela janela. Fechei os olhos, mas não dormi. Abri os olhos, olhei pela janela (que estava imunda). Dormi. E assim por diante, enquanto os minutos se arrastavam e eu achava que estava chegando.

 

ROMA

Andei, comi uma fatia de pizza, procurei um taxi, e o primeiro que achei me indicou o caminho apontando a direção secamente (como se um turista fosse fazer bom proveito de meia informação). Disse que bastava cruzar a estação por dentro que já seria do outro lado.

Errado.

Procurei outro taxi, que ao invés de me levar até onde queria me ensinou como chegar ao hotel a pé, mas foi em italiano, e rápido, o que não me ajudou até outro taxista arriscar inglês e repetir as informações.

Não achei.

Andei bastante, e foi difícil achar o endereço do hotel com ruas sem placas com seus respectivos nomes, e ao procurar outro taxi (tentando realmente usar o serviço de taxi), este me diz que cobraria €50 + taxa de baagem. Neste momento me vieram alguns palavrões que não falo há anos na cabeça.

Fui-me de lá.

Andei.

Andei.

Andei.

Pedi arrego, achei um taxi que realmente me levasse ao local, e me custou apenas €5 (como em qualquer outra cidade ou situação que passei na Itália que precisasse de taxi).

O detalhe que potencializou minha frustração (e irritação) foi um calor em torno de 40º, eu usando calça jeans (apesar de fina e leve, é calça), com uma mochila pesada nas costas (o que significa que estava colada nas costas – abafando e me deixando encharcado) e puxando uma mala de alça pela outra mão. Eu não suava, mas sim escorria suor de tanto calor e esforço em andar, subir e descer ruas.

Chegando no hotel, guardei joguei minhas coisas com cuidado pois estava com pressa para tomar um banho e sentir a sensação de limpeza no corpo.

Internet de graça, que significa compensar o abuso cobrado em Florença, e o que não significa que ficarei mais tempo: mesmo não precisando dar satisfações, o principal e original motivo é falar com minha família.

Perguntei pela lavanderia do hotel, e o recepcionista disse que é muito caro, que seria melhor se eu fosse nas lavanderias das redondezas (são uma ou duas quadras no máximo – perto) que sairia muito mais barato.

Obrigado pela sinceridade.

Em 5 dias eu terei dois passeios programados desde o Brasil: visitar o Coliseu à noite (iluminado), e visitar o Vaticano. Não lembro dos detalhes de cada passeio, tudo isso está nos vouchers atrás de mim, em minha cama, que estou com preguiça de pegar agora só para reescrever aqui, então deixarei os detalhes para as outras postagens.

Muitos me deram conselhos de segurança na Itália, especificamente Veneza e Roma. A primeira cidade realmente não tem uma cara boa quando você passeia pelas ruas, principalmente à noite (mesmo com movimentação e alguns restaurantes funcionando), e Roma agora tem essa sensação elevada a décima potência.

A impressão é de estar no centro de São Paulo: muito movimentado, muitos comércios de tudo quanto é tipo, muita gente de tudo quanto é tipo, muitos carros, poluição sonora, eu vi até um cara caído no chão em uma poça de sangue tossida no meio da estação de trem.

Irei continuar com meus costumes: de dia, passeios, fotografia, sorvetes, sol, água, e de noite irei escrever para minha família, escrever sobre o meu dia no blog (que é um complemento do e-mail para a família, mas aberto para todos), subir as fotos tiradas no dia (que também é um complemento do e-mail para a família) e aproveitar o tempo que tenho disponível de internet para fazer outras coisas, como resolver assuntos financeiros, falar com meu irmão, ver notícias e assuntos de meu interesse.

Ciao.


Agenda

maio 2012
D S T Q Q S S
« mar    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

Twitter

  • Ser famosa pela bunda deve ser tão frustrante. O dia que tenta fazer algo legal não ganha atenção, já pedem para tirar a roupa. Triste, não? 34 minutes ago
  • Estou em MonkeyBusiness (São Paulo, SP) 4sq.com/LXUIAW 40 minutes ago
  • Ouvindo ópera na Cultura FM 59 minutes ago
  • Vontade de ofender no transito, mas não quero (mais) causar discórdia na vida 1 hour ago
  • Policial à paisana, no transito, sempre assusta: de Gol quadrado filmado e rebaixado até novo Passat, já vi de tudo. 1 hour ago

Flickr Photos

De volta, @benny68, quem manda fazer restaurante perto de onde eu trabalho? Baterei ponto aqui.



Vision

Cookies c/ sorvete

Amor e bobeiras em P/B

Preparando minha janta de gordo

Gajar Halav #instafood #vidadoce (agora uma foto mais bonita)

Gajar Halav #instafood #vidadoce

Sanduba maluco dos cavalos

Ring of Fire

More Photos

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.