Textos categorizados 'trabalho'

23mar (Lisboa)

Um dos poucos dias em que eu não tinha compromissos profissionais para resolver, então eu planejei meu dia mentalmente para acordar cedo, ir ao Zoo de Lisboa, depois me perder de propósito, me misturar com as pessoas do dia a dia.

Mais um dia de correria profissional, com algumas reuniões e muito bate-papo para levantarmos ótimas ideias, eu estou tão perdido no tempo que achei que este tivesse sido o dia em que eu tive liberdade de lazer, mas não: este dia foi ontem, apenas. Novamente, na companhia do Julian Treasure, e seu fantástico trabalho, que muitas empresas deveriam contratar – lembram quando no começo as pessoas indagavam sobre a importância de uma apresentação, e atualmente não vivem sem? A mesma coisa com o trabalho dele.

Admito que por passar a maior parte do tempo sozinho, eu acabo me entediando facilmente, e por isso não tenho muitas novidades: quando o dia está cheio de trabalho, é igual a qualquer dia em São Paulo, onde chega o final do dia e você só pensa em ir para a cama, dormir, descansar.

No meu caso, antes de fazer isso eu ainda abro o notebook, vejo os meus e-mails, respondo, trabalho (além da agência, ainda tenho não um, nem dois, mas TRÊS eventos TEDx – sendo que um deles eu sou host), dou notícias para a família, falo com alguns amigos e, aí sim, vou dormir, e quando isso acontece já é tarde e eu me dano pela manhã do dia seguinte.

Mas o dia seguinte foi melhor, em questões de lazer.

22mar (Porto-Lisboa)

Último dia em Porto, e precisava voltar para Lisboa: fazer as malas de manhã e pegar um taxi para ir até a estação de trem, e minha mala por ser tão gorda quase não coube no compartimento (o maior que tinha), mas com um certo jeitinho (chamado força bruta) eu consegui, e pude desfrutar de uma viagem de 3h até Lisboa, com o som no ouvido e uma posição pouco confortável para dormir.

Chegando em Lisboa, não tive muito tempo de me arrumar e já tive que sair novamente, pois tinha outro compromisso da agência para cumprir. Aliás, um não: dois. Durante este tempo todo, tive o prazer de conhecer pessoalmente o Julian Treasure, que palestrou no TEDxO’Porto e já palestrou, também, no TED Global.

Depois do compromisso, nada como o conforto do hotel. Já era noite, não tinha o que fazer (mesmo), pois não conheço nada por aqui, e somando que eu preciso sempre acompanhar meus e-mails profissionais (muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e não posso ficar sem olhar nem um dia sequer), acabo passando as noites na frente do notebook, seja no quarto ou no saguão do hotel.

Aliás, o hotel onde estou é o mesmo que fiquei no começo da viagem, e a internet era maravilhosa, funcionava 100% sem interrupções, e eu conseguia fazer tudo que queria e até alguns lazeres, como assistir trailer de filmes, conversar por Skype usando vídeo, e pequenas regalias virtuais. Agora, não sei o que houve, talvez todos os geeks de Lisboa se hospedaram aqui e usam a banda 24h para baixar torrents do mundo inteiro, pois eu mal consigo postar no Twitter uma besteira qualquer com menos de 140 caracteres que a internet já cai.

O decorrer da semana será corrido, com mais e mais compromissos para cumprir por aqui, porém creio que terei algum tempo para aproveitar mais a cidade, caminhar, tirar muitas fotos e poder respirar um pouco mais aliviado sem ter que pensar em correria de trabalho e nos problemas que preciso enfrentar.

Viajar relaxa a cabeça, mas não resolve problema tampouco paga conta.

20mar (Porto)

Este dia não postei ontem, por algumas razões – no decorrer da postagem, entenderão.

Acordei tarde (oh yes), e vim verificar e-mails, recados etc. (para quem ainda não sabe, mais da metade do meu planejamento em Portugal é de trabalho, e o lazer seria apenas para os momentos que sobrassem), e acabei engatando uma conversa que foi bastante prolongada, até eu ver que não tinha almoçado (já se passavam das 15h aqui em Porto), então saí para comer, mas antes dei uma volta pelos arredores.

Para começar, a duas ou três quadras daqui do hotel, estava o local do TEDxO’Porto 2011, a Casa da Música, que já falei bastante nas outras postagens, e eu bati algumas fotos externas (quem tiver meu Facebook poderá ver), e depois fui para a Praça Mousinho de Albuquerque, onde tem o Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular – não sei, sinceramente, se é algo que realmente turístico, mas eu gostei bastante, adoro monumentos, estátuas e arquitetura.

Depois, nos arredores, fui em uma padaria/lanchonete e pedi a tal da Francesinha. Me descreveram ela como um sanduíche de queijo, presunto e molho de pimenta/apimentado, algo assim, e na hora que eu pedi veio um monstro. Para quem quiser ver a aparência da criança, clique aqui.

Na volta para o hotel, eu lembrei que precisava comprar algumas coisas que não trouxe do Brasil, como cortador de unha, barbeador, espuma para barbear e um engradado de Coca-Cola Zero (assim eu paro de consumir o minibar – apesar de que o preço no minibar é o mesmo lá fora…”lá fora”, como se fosse Arquivo X). MAS, era domingo, e tudo estava fechado. Cazzo. Ou melhor, foda-se (sim, aqui fala-se isso sempre, é tipo uma mistura de “porra” com “né?”).

Na volta para o hotel, achei um supermercado, aberto, e entrei nele: era bem varejão, com bandejão de calcinha, pilha, parecia uma feira com parede e teto. Não achei o que eu queria, saí de lá.

Depois de comer aquela atrocidade à humanidade, eu precisava tomar um cappuccino e comer algo doce, então fui até a cafeteria que tem colada ao lado do meu hotel, onde havia a placa escrito proibido estudar: se alguém puder explicar o que isso significa aqui em Portugal, os comentários da postagem estão em aberto para isso (também).

Cappuccino + croissant de chocolate. Tá, maior comida de fresco, eu sei, alguns vão falar que eu deveria mascar um peixe vivo e beber diesel, mas estava bom, apesar do chocolate no meio do croissant ainda estar na forma de barra – alguém esquecem de esquentar o suficiente, talvez?

No hotel, perguntei ao recepcionista sobre algum lugar para comprar o que precisava, e ele me indicou outro supermercado, na rua do hotel, a poucas quadras: maravilha. Consegui comprar tudo, e o supermercado era bonito! Nada demais ou diferente dos brasileiros, mas comparando com o bandejão de calcinha, sinceramente…

Voltei para o hotel, voltei para o computador, voltei para a mesma conversa, com a mesma pessoa (sinceramente? Era uma conversa bastante interessante), e vi que ia ter um jantar pré-TEDx, mas o tempo passou tão rápido que quando eu fui ver no relógio de novo já havia passado da hora, então resolvi ficar por aqui mesmo.

Lembrem-se: eu acordei tarde.

Daí eu pensei em dormir cedo, já que precisaria levantar 6h30 para me arrumar e estar no evento a partir das 7h, mas acabe indo dormir tarde (depois das 2h), ou seja, eu me auto sacaneei, mas esta parte eu irei contar na próxima postagem.

16/17mar (São Paulo – Madrid – Lisboa)

Assim como na viagem para a Itália, eu deixei para fazer tudo apenas na última hora, como arrumar a mala, mesmo eu nunca tendo problemas com isso (de faltar roupa, por exemplo), afinal, eu sou homem: 1h antes de sair de casa é tempo suficiente para pegar as roupas, guardar na mala, passar o zíper e partir rumo ao aeroporto.

Ao sair de casa, minha vó vem se despedir de mim com os olhos marejados, voz trêmula, pedindo a Deus para, se Ele quiser, me trazer de volta. Pô, vó, é claro que Ele quer que eu volte! Mas sem tocar em filosofias profundas, o que me incomodou foi ela me olhar como se eu estivesse indo rumo ao precipício. Pelamor, já fui pra Itália e Madrid, sem contar os outros lugares do Brasil que também se usa avião (Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Amazônia etc.), não precisava se desgastar tanto emocionalmente.

Mas vó é vó, quer o nosso bem, e a minha pelo menos chora mesmo se cair uma folha em minha cabeça. Ela me ama, e eu amo ela, e quando se quer o bem, as emoções se colocam mais fortes.

Mas minha mãe começou a marejar os olhos também. Ô cazzo, também? Levei no bom humor, e parti com meu irmão para o aeroporto (ele foi me deixar lá, veja só que irmão legal que eu tenho – já contei que nunca brigamos? Pois é), desci, despachei a mala, fiz check-in, e fiquei aguardando até 16h55, horário do embarque.

Enquanto isso, passei no Duty-Free, e sempre que eu ia ao aeroporto, eu namorava uns relógios da Diesel, que nunca foi minha marca desejada (é apenas mais uma como qualquer outra), porém eu gosto muito do estilo de relógio que eles fazem. Neste dia eu resolvi comprar, mesmo que parcelado, um relógio para mim. Lindo. Maravilhoso. Logo apos a compra eu lembro que havia esqueci uma coisa em casa: câmera fotográfica.

Burro.

Fui ver no Duty Free alguma com configuração igual ou aproximada, e os preços começavam em 900 reais. Mais caro que o relógio (que, claro, prefiro não falar o valor), então pensei em arriscar comprar quando chegasse na Europa, sendo Madrid ou Lisboa.

10 horas de vôo até Madrid, pois escolhi a Iberia, e as conexões acontecem, até onde percebi, sempre no Aeroporto de Madrid – Barajas, e quem acompanhou minha saga na Itália vai lembrar que, por não entender como o aeroporto se organiza, eu acabei perdendo minha conexão para Milão na época – mas hoje não podia repetir o mesmo erro.

Até porque entre minha chegada em Madrid e o embarque de minha conexão para Lisboa tinham apenas oito horas. Pode? É um expediente! Eu poderia ter trabalhado, pego 1h de almoço, feito pausa para o café, e voltado para casa. Mas não: fiquei lá dentro do aeroporto (não podia sair, já que estava na área de aguardo das conexões), andando, dormindo, sentado, andando de novo, dormia um pouco, dava uma volta, etc.

Passei em uma loja que vendia diversas coisas bacanas de áudio e vídeo, e eu quase comprei uma caneta para iPhone/iPad. Quase. Ao invés disso, fui atrás das câmeras fotográficas, até achar uma ótima, da Canon, bem pequena, marrom (mas com um tom bem elegante), 12 megapixels, e todos aqueles recursos básicos (as fotos que tirei da Itália foram com uma câmera simples da Nikon, sem tratamento, sem lente especial, nem nada). Agora, pasmem: paguei 300 reais no brinquedo! Três vezes mais barato que no Brasil. Eu disse três vezes. Foi um dos melhores planejamentos financeiros que fiz este ano, e espero evoluir nesta área.

Depois da compra, carreguei meu iPhone no banheiro, que é muito bom. Muito. Quem entrava se assustava com minha pessoa, parada do lado da tomada, encostado na parede, de óculos policial, cara fechada (não sou um gnomo para andar sorrindo 24h), aguardando o celular semi-pendurado na tomada (que era na altura do peito, quase), espertamente apoiado na mochila que estava no chão.

Tomei um café no McDonalds só para poder usar a tomada perto de uma das mesas, mas horas depois voltei lá para almoçar: Royal Deluxe, que apesar do nome, consiste apenas em carne + queijo + tomate + salada, é o famoso x-salada brasileiro com nome gringo. Arrisquei ir até o Starbucks, mas era do outro lado do aeroporto, e no momento que pensei nisso já estava na hora de entrar no avião.

E sim, eu lembrei como funcionava a organização dos portões no aeroporto de Madrid, e não perdi o vôo, tampouco tive a bagagem extraviada (da outra vez isto aconteceu por eu ter perdido o vôo – a bagagem foi antes de mim e ficou perdida no aeroporto de Milão): cheguei super bem em Lisboa, o taxi até o hotel era bem perto (e muito barato – quase cinco vezes mais barato de quando eu fui do aeroporto de Milão para meu hotel – 50 euros safados, pois era longe pra cacete), e o hotel…

…meu irmão, minha irmã, o hotel é maravilhoso. Turim Europa, 4 estrelas, lindo, super confortável e moderno: você vai andando no corredor e as luzes se acendem conforme sua presença (assim economiza energia), e durante a caminhada fica tocando música ambiente. E quando você entra no quarto, a música está tocando dentro dele! Sendo bastante transparente e solidário com minha experiência, cagar ouvindo música barroca (ou seja lá de qual estilo ou período seja) é legal, mesmo eu nunca tido planejado fazer algo assim na vida.

Banheira. Outro detalhe do banheiro.

Eu cheguei em Lisboa depois das 17h, vim para o quarto, fiquei fuçando nele, guardando a roupa, arrumando minhas coisas, espetando os gadgets nas tomadas para carregar (MacBookPro, iPad e iPhone – e a câmera fotográfica, que eu não coloquei ainda, vou fazer isto agora).

Tomei banho como uma madame, mergulhado na banheira, relaxado, pensando em diversas coisas e nada importante. Uma hora aquilo cansou e eu tomei banho normalmente. Eu estava preparado para sair hoje, com uma amiga, Bibiana, que está pela região e irá me mostrar alguns lugares bacanas de Lisboa – ela também está comigo na organização do TEDxRimini, na Itália – mas houve mudanças de planos, e eu acabei ficando no meu quarto resolvendo algumas coisas da agência.

Sim, eu estou aqui para trabalho também (principalmente).

Mas o que você foi fazer aí mesmo?
A princípio eu viria apenas para a cidade de Porto, onde irá acontecer mais uma edição do evento TEDx, organizado pelo Manuel Forjaz, o TEDxO’Porto 2011, mas começaram a surgir oportunidades de negócios entre a MonkeyBusiness e algumas empresas portuguesas, portanto o que era para durar uns três ou quatro dias agora irá durar doze.

Responsabilidade.

Então resolvi comer em algum lugar, mas não sabia onde. Comecei a pesquisar na internet os locais mais próximos (para não gastar com taxi), e comecei a ficar confuso com algumas opções – a partir daí, resolvi apenas sair andando pelas ruas de Lisboa e ver se acharia algum lugar aberto (já eram 22h aqui, enquanto no Brasil as pessoas ainda estavam agoniadas para saírem de seus trabalhos e beberem cerveja verde), o que não foi um sucesso, e resultou em jantar no restaurante do hotel.

Não fiz o melhor pedido, até porque era muita comida, e a maneira como foi feita não me agradou: pizza à carbonara, mas o queijo era excessivo, um tanto enjoativo (tipo queijo prato, que fica aquela coisa gorda na língua, não desce suave), a massa não estava com um ponto bacana (não estava crua, mas não parecia muito pizza). Mas comi.

O cappuccino também não estava dos melhores: tive que usar dois saches de açúcar e um de adoçante em comprimido para sentir algo doce no café. Sim, eu tenho ciência de que café não é para ser doce como um copo de Toddy, porém ele não precisa ser forte a ponto de parecer xaxim.

Não, eu nunca comi xaxim.

Já consumi quase metade de meu frigobar, uma ação que pretendo não tomar nas outras estadias por vir, e agora vou encerrar minha noite tomando o suco de laranja gelado pra cacete – o frigobar está gelando tanto que está uma camada de água sobre tudo que está lá dentro.

E quando eu saí para procurar um restaurante? Aí eu senti o que é frio. E olha que não estamos no pico de inverno europeu, é apenas uma passagem do inverno para a primavera, variando de 6 a 10 graus (mais para 10 do que para 6), e eu saí do hotel todo pomposo, usando apenas calça, camiseta e um blazer militar, aberto, com o peitoral exposto como se fosse um pombo partindo para briga…os primeiros segundos em contato com o clima noturno de Lisboa me fez desejar pular em uma caldeira acesa.

Frio, rapaz. Frio.

De dia está mais tranquilo: é menos frio, tem sol, dá umas esquentadas, mas é misturado, você sempre sente o frio presente, é o tipo de dia quente e com sol que faz você sair de cachecol e casaco fino, mesmo que às vezes você vá tirar ele em algum momento.

Quase 3h, e eu amanhã levantarei entre 7h e 8h, para tomar café, me arrumar, preparar um pouco o material para meu compromisso, e partir, portanto vou encerrar esta postagem, que já está bastante grande e suficiente para entreter quem quer que vá ler (que dá para contar em uma mão – e a mão do Lula, para vocês verem a popularidade desta pitomba).

Não sou pop, mas estou em Lisboa. Esnobe.

Pré-Portugal

Alguns meses depois me motivo a escrever algo que não sejam e-mails. Sim, eu estou devendo uma postagem master para o Papo de Homem, que pretendo fazer, pasmem, do avião. Uma das novidades é esta: estou escrevendo para o Papo de Homem, um ótimo site que, apesar do nome, vai além (e muito além) do clichê de ficar postando foto de mulher pelada (aliás, isso deve ser menos de 1%), existe uma equipe inteligente e com rico conteúdo em diversas áreas, que constroem um coletivo de comportamento com sucesso de acessos (eu sei quantos acessam mensalmente, lalala, lalala, ok parei).

E vocês (ou você, já que eu não tenho leitores aqui) devem estar pensando “avião?”, e é isso mesmo: amanhã embarco para Portugal, onde irei representar a MonkeyBusiness no TEDxO’Porto 2011, que acontecerá no dia 21 de março (terça-feira).

Além disso, irei trabalhar: estamos abrindo novos horizontes de trabalho, e um deles é em Portugal, onde já existe mercado (e interesse), o que representa ótimas chances de eu retornar ao Brasil com um ótimo network de todos que conhecer.

Além deste além disso, eu pretendo, nas horas vagas, conhecer Portugal, que é uma das raízes de minha família (meu avô materno nasceu em Serapicos, Bragança).

Assim como fiz em minha viagem para a Itália, eu irei fazer aqui: diariamente tentarei postar o resumo do meu dia, mesmo que eu não tenha nada interessante.

Macacos

A agência está crescendo com uma velocidade jamais imaginada, e isso nos dá grande felicidade. Completamos 1 ano agora em janeiro, mas nem teve comemoração: mesmo que quiséssemos, mal havia tempo de descansar. Isso era sinal de que precisávamos de pessoas novas.

O galho estava crescendo, e poderíamos escolher entre 4 macacos magros ou 2 gordos: graças a Deus conseguimos dois macacos gordos, que serão anunciados em breve. Aliás, teve até uma macaca também! 3 macacos novos no galho, investindo fortemente no mercado de apresentações.

O que me deixa empolgado e ansioso é ver os eventos que teremos em 2010: as ações no mercado, mídia, entre os clientes que atendemos, parcerias…isso significa mais força, mais presença, mais paixão pelo que se faz. E paixão esses macacos novos tem muita, pelo que pude conversar com eles, apresentar a  Monkey Business e explicar sobre o mercado de apresentações, o que já aconteceu e o que está por vir: é nítida a vontade de participar que eles expressam.

Alegria no trabalho: é possível!

Cotidiano Criativo

Poderia escrever uma redação digna de aparecer nas principais veiculações, falando sobre a carapuça no mundo corporativo, assim como seus detalhes durante o processo de trabalho, sejam eles internos ou externos.

Não contente com isso, poderia citar também os diversos exemplos de pedidos anormais que recebemos de quem atendemos, geralmente por ingenuidade na área (e isso é legítimo, como salvar a imagem GIF dentro do arquivo EPS e achar que a extensão faz mágica), alguns devido à um duro e mimado posicionamento de “eu quero, você que se vire”, independente se é possível físico, humano ou emocionalmente.

Sem contar, também, os inúmeros altos e baixos que acontecem durante um trabalho (com empregados, colegas de trabalho ou clientes), que te fazem perder horas de trabalho, sacrificar finais de semana, compromissos com a família, namorada ou amigos (ou pessoais mesmos – quem ainda recrimina o sujeito que escolhe dormir depois do almoço?), tudo para atender diversos objetivos: mostrar um bom trabalho, conquistar o cliente, ser reconhecido no mercado.

Eu sou o único que engordou depois de começar a trabalhar freneticamente, esticando diversas noites, perdendo sono (que, aliás, é uma das chaves que contribui para o emagrecimento), comendo o que é mais fácil, prático e rápido (pizza, hamburger, fritura, comida chinesa etc.) e assumindo uma aparência cada vez mais pálida por trocar o dia pela noite, com olheiras tão fundas que invejaria qualquer Ray-Ban?

Tenho muita coisa para falar sobre o quanto é cansativo trabalhar na área, mas eu quero motivar e falar do quanto eu amo trabalhar na área, de trabalhar com o que gosto e sinto prazer: desenvolver bons trabalhos, ter idéias, que em alguns momentos explodem tudo ao mesmo tempo ou somem sem deixar rastro para persegui-las de volta, viver aquela inconstância gostosa da criatividade, algo como o personagem House, quando descobre a cura de uma patologia, que surge de repente e salva o dia, o trabalho, o cliente, os colegas de trabalho de virarem mais uma noite e, todos juntos, poderem sair juntos, compartilhar algo de lazer juntos.

Quando o cliente agradece, ou quando chacoalha a sua mão repetindo diversos elogios que te fazem se sentir maior do que ele (mesmo ele sendo presidente de uma empresa que ganha 10x por mês o que você ganha em 10 anos), você sente que as horas de sono que você perdeu, alguns compromissos e diversos cafés e energéticos valeram a pena.

Ao receber a ligação de um cliente, pedindo pelo seu trabalho por recomendação de outro, e você vê que seu esforço está resultando em uma corrente de indicação, de reconhecimento, de exposição, e você por um segundo para e pensa que, há um certo tempo atrás, você mal imaginava que tudo isso fosse acontecer justamente com você.

Existem vezes que um cliente, um funcionário ou alguém de fora possa não reconhecer tudo isso, ou não dar o merecimento que seu esforço poderia receber, e isso pode destruir o seu dia em um segundo: toda aquela motivação de trabalhar com o que gosta fica abalado, como uma pessoa com frio fugindo da chuva: você se encolhe dentro de você, e demora para soltar a criatividade de novo, de se expor, de ser extrovertido nas idéias e participações. Mas não pode ser assim: elogios e reclamações irão surgir em alguns momentos, e lidar com eles é necessário para manter sua saúde criativa que, aliás, precisa trabalhar também para, justamente, achar a melhor maneira de lidar com as reclamações mais inconvenientes que você possa receber.

Receber elogios é fácil, mas manter o compasso e ritmo de trabalho depois de uma boa descascada não costuma ser algo que todos exercitam com facilidade: canecas são castigadas, lixeiras recebem tiro de meta, pessoas são ofendidas, magoadas, telefones viram martelo de ferreiro, e são desligados com a mesma força que estão suas emoções: fortes, impulsivas, agitadas, excitadas como átomos em colisão.

Explosão.

Use essa explosão para sua criatividade. Aprenda que há momentos que devemos relevar o que é falado para nós, analisar com paciência e foco e não deixar que sua criatividade seja abalada: ela move a sua profissão, alimenta o seu trabalho e satisfaz suas expectativas. Aliás, as suas e as de quem você presta serviço.

Usar filtro solar?

Eu uso a minha criatividade, e essa é a minha história.


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