Fui dormir às 3h00, e hoje tinha reunião às 10h00, o que significa que sofri como um hamster parindo uma vaca – mas consegui: atrasado, mas consegui, a reunião foi um sucesso, a recepção foi ótima, e em breve poderei lançar a novidade. Dei uma pequena volta a pé, após a reunião, e cada dia que passo acho Portugal uma delícia, e está cada vez melhor pois se relacionar com alguma pessoa é muito mais fácil, por causa da similaridade dos idiomas, mesmo às vezes comigo tendo receio de falar, segundos depois lembro que ambos falamos português.
Os taxis são baratos, tenho feito bons trajetos por menos de 6 ou 7 euros (na Itália era um chute no saco – metaforicamente falando, creio que esta parte todos entenderam), mas pretendo andar mais, principalmente agora no fim de semana, que não terei compromissos da agência, tampouco profissionais: irei para Porto, onde passarei poucos dias, por conta do TEDxO’Porto 2011, e meu hotel será na rua do evento, maior conveniência não há.
Hoje comecei minha rota turística por Lisboa, graças à Bibiana, que já morou aqui e está tendo a paciência de me levar em alguns lugares. Como eu costumo esquecer das coisas, não poderei contar com detalhes os locais (nome, história etc.), creio que ela vá me corrigir depois e eu atualizarei esta postagem, mas prometo ser o mais explícito possível.
Tonto.
Peguei metrô, duas estações depois e já estava em Baixa-Chiado, onde encontrei a Bibiana e, alguns segundos depois, vejo uma pessoa vindo em minha direção, e eis que é o João Melhado! Porra moleque, a gente nem combinou nada, e nos encontramos tão rapidamente, adorei de verdade. Demos um tempo em um bar chamado A Brasileira, e a região é cheia de brasileiros, mas admito que em tanta muvuca é difícil distinguir uns dos outros.
Saímos, demos uma volta e fomos ao Adamastor, que é tipo uma Vila Madalena mais interessante, perto do cais, estilo mini parque, com pessoas sentadas comendo, bebendo, com os cachorros soltos brincando com as crianças, punks, roqueiros, hippies, maconheiros, mochileiros, e qualquer tipo de gente – é de se entender, pois há poucas quadras está o albergue Oasis. E pensando melhor, é realmente igual a Vila Madalena: gente estranha não falta.
Lá, comi uma tosta quente, que é um misto, porém melhor: presunto melhor, queijo melhor, e um pão que me lembrou ciabatta. E é barato! Isto foi o meu almoço, mais um cupcake e um copo de Cherry Coke (cacetada, há quanto tempo que não tomo uma dessas).
Mais passeio, andamos por algumas ruas pequenas, convidativas, aconchegantes, frias, com casas e lojas misturadas: o design era nítido, assim como as cores e a variedade de estilo em cada loja, sendo de bebida ou de roupa, todas compunham um cenário bacana.
Depois pegamos o elétrico (bonde), que foi até perto do Chapitô (www.chapito.org), um restaurante/bar/balada/biblioteca/teatro muito bacana, e bastante concorrido para se achar mesa para jantar (precisa de reserva): como nós chegamos antes do horário normal, de pico, pegamos uma mesa tranquilamente e apreciamos a vista do cais de Lisboa – fantástico, uma delícia.
Falando em comida: filé com bolo de cogumelos e espinafre cozido/refogado. Não tirei foto, mas garanto que dá vontade de comer todos os dias, uma delícia sem tamanho. Como estou organizando um evento com foco gastronômico, irei me forçar a comer coisas que eu geralmente não como, por escolha ou oportunidade, como por exemplo na hora de pedir sobremesa, sempre priorizo o que tem chocolate, mas desta vez escolhi uma torta de framboesa, que na verdade parecia uma fatia de pizza doce e eu acabei não gostando muito.
Chocolate, me perdoe, eu fui iludido!
O frio de noite é forte, mas estava mais fraco que ontem: só de camiseta eu consegui sobreviver muito bem. Claro que um casaco ia bem, mas eu quis correr o risco e ir sem.
Voltei para o meu hotel, e aqui estou desde então, respondendo e-mails, postando fotos e notícias em meu empoeirado blog, falando com as pessoas, assistindo alguns trailers de filmes, já com bastante fome e sede (mas infelizmente já encerraram a cozinha do hotel), e acabei de ligar para casa. Eu tenho dado notícias desde sempre, para começar, através do meu jeito nerd de ter me acostumado a postar os locais que estou no Foursquare, de usar o Twitter para falar algumas coisas, o Facebook para outras, o Instagram para compartilhar momentos interessantes…se minha mãe soubesse mexer no computador, quase nem precisaríamos nos falar ao telefone, ela já saberia tudo a meu respeito.
Mas voltando à realidade, liguei para casa, falei com meu irmão e minha mãe, e sim, estou com saudades de casa. Uma das primeiras coisas que falei para ela foi que o sentimento de solidão que tive na Itália está começando a surgir aqui, mas ainda está fraco – espera eu me enfiar no meio de 1400 pessoas na segunda-feira, quando acontecerá o TEDxO’Porto 2011, e eu conhecer algumas pessoas que só conheço virtualmente, que esta sensação irá passar…
…ou apenas se mostrar mais forte para, quando eu voltar para o hotel, ficar refletindo sobre a vida, a presença das pessoas ao meu redor etc. Sim, viagens em que você fica a maior parte do tempo sozinho servem, também, para você refletir sobre você mesmo, o futuro, como você lida com as pessoas etc.
Creio que eu irei atualizar este blog com as informações esquecidas de meus passeios, caso a Bibiana leia e venha me corrigir em alguma coisa, então fiquem atentos, todos vocês, um milhão (sic) de leitores que acham minha vida melhor que Paredão do BBB.
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