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24mar (Lisboa)

Aí sim! Finalmente um dia para chamar de “meu”, sem compromissos, sem correria, sem ameaças ou notícias patéticas: e ae, o que eu vou fazer? Como estava escrevendo no post anterior, eu pretendia ir ao Zoo de Lisboa, mas eu iria de manhã, para ter mais tempo de aproveitamento durante o dia…percebi que acordar cedo realmente é complicado (certo, podem me ovacionar em falar mal e sobre quanto imaturo eu sou), e eu só fui sair da cama depois do almoço.

Almoço, aliás, eu quase nem tive, pois não estava com vontade, pelo que lembro foi uma empada, algo patético assim, e eu lembrei de ir visitar o cais: câmera no bolso, e fui andando. Aliás, foi uma boa andada, desci uma avenida inteira, estava com sede, e o que eu avisto? Uma Starbucks. Sim, eu tomei o mesmo de sempre, só que em Lisboa. Sem contar que na noite anterior eu jantei Pizza Hut (era uma das únicas opções por perto que estava aberto no horário que eu resolvi sair para jantar – falha de planejamento).

Continuei andando, até ver que estava na…Rua Augusta! Eu, um grande odiador desta rua em São Paulo, estava nela aqui em Lisboa. Claro que, apesar do nome, são muito diferentes, exceto por uma coisa: me ofereceram maconha. Ao ar livre. À luz do dia. Em público. Duas vezes!

Então eu tenho cara de maconheiro, é isso? E ainda: vieram falar comigo em inglês. Certo, tenho cara de gringo, mas não chega a tanto, eu bem que podia ter fingido algum idioma e sair esbravejando, ou começar a falar sem eles entenderem, mas poderia parecer que estava negociando, iam me prender, me bater, enfim…tomei meu rumo à ignorância dos traficantes populares e continuei minha jornada.

Cheguei.

Cacetada, que lugar delicioso de passar o final de tarde: existem umas áreas que são escadas rasas que dão direto no mar, e fica o mar batendo nos degraus, as pessoas ficam sentadas, algumas descalças, olhando para aquele horizonte, olhando alguns navios passarem (literalmente), sentindo aquela brisa gelada que sopra do mar.

É uma delícia, é poético e eu preciso voltar lá.

Então sai do computador e vai pra lá.

Não, agora já anoiteceu, e se de dia me ofereceram maconha, vai saber o que irão me oferecer à noite. Agora vou me informar sobre os valores da janta no restaurante que estou de olho faz tempo, chamado Laurentina, e dependendo irei lá para, finalmente, ter uma refeição portuguesa.

20mar (Porto)

Este dia não postei ontem, por algumas razões – no decorrer da postagem, entenderão.

Acordei tarde (oh yes), e vim verificar e-mails, recados etc. (para quem ainda não sabe, mais da metade do meu planejamento em Portugal é de trabalho, e o lazer seria apenas para os momentos que sobrassem), e acabei engatando uma conversa que foi bastante prolongada, até eu ver que não tinha almoçado (já se passavam das 15h aqui em Porto), então saí para comer, mas antes dei uma volta pelos arredores.

Para começar, a duas ou três quadras daqui do hotel, estava o local do TEDxO’Porto 2011, a Casa da Música, que já falei bastante nas outras postagens, e eu bati algumas fotos externas (quem tiver meu Facebook poderá ver), e depois fui para a Praça Mousinho de Albuquerque, onde tem o Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular – não sei, sinceramente, se é algo que realmente turístico, mas eu gostei bastante, adoro monumentos, estátuas e arquitetura.

Depois, nos arredores, fui em uma padaria/lanchonete e pedi a tal da Francesinha. Me descreveram ela como um sanduíche de queijo, presunto e molho de pimenta/apimentado, algo assim, e na hora que eu pedi veio um monstro. Para quem quiser ver a aparência da criança, clique aqui.

Na volta para o hotel, eu lembrei que precisava comprar algumas coisas que não trouxe do Brasil, como cortador de unha, barbeador, espuma para barbear e um engradado de Coca-Cola Zero (assim eu paro de consumir o minibar – apesar de que o preço no minibar é o mesmo lá fora…”lá fora”, como se fosse Arquivo X). MAS, era domingo, e tudo estava fechado. Cazzo. Ou melhor, foda-se (sim, aqui fala-se isso sempre, é tipo uma mistura de “porra” com “né?”).

Na volta para o hotel, achei um supermercado, aberto, e entrei nele: era bem varejão, com bandejão de calcinha, pilha, parecia uma feira com parede e teto. Não achei o que eu queria, saí de lá.

Depois de comer aquela atrocidade à humanidade, eu precisava tomar um cappuccino e comer algo doce, então fui até a cafeteria que tem colada ao lado do meu hotel, onde havia a placa escrito proibido estudar: se alguém puder explicar o que isso significa aqui em Portugal, os comentários da postagem estão em aberto para isso (também).

Cappuccino + croissant de chocolate. Tá, maior comida de fresco, eu sei, alguns vão falar que eu deveria mascar um peixe vivo e beber diesel, mas estava bom, apesar do chocolate no meio do croissant ainda estar na forma de barra – alguém esquecem de esquentar o suficiente, talvez?

No hotel, perguntei ao recepcionista sobre algum lugar para comprar o que precisava, e ele me indicou outro supermercado, na rua do hotel, a poucas quadras: maravilha. Consegui comprar tudo, e o supermercado era bonito! Nada demais ou diferente dos brasileiros, mas comparando com o bandejão de calcinha, sinceramente…

Voltei para o hotel, voltei para o computador, voltei para a mesma conversa, com a mesma pessoa (sinceramente? Era uma conversa bastante interessante), e vi que ia ter um jantar pré-TEDx, mas o tempo passou tão rápido que quando eu fui ver no relógio de novo já havia passado da hora, então resolvi ficar por aqui mesmo.

Lembrem-se: eu acordei tarde.

Daí eu pensei em dormir cedo, já que precisaria levantar 6h30 para me arrumar e estar no evento a partir das 7h, mas acabe indo dormir tarde (depois das 2h), ou seja, eu me auto sacaneei, mas esta parte eu irei contar na próxima postagem.

18mar (Lisboa)

Fui dormir às 3h00, e hoje tinha reunião às 10h00, o que significa que sofri como um hamster parindo uma vaca – mas consegui: atrasado, mas consegui, a reunião foi um sucesso, a recepção foi ótima, e em breve poderei lançar a novidade. Dei uma pequena volta a pé, após a reunião, e cada dia que passo acho Portugal uma delícia, e está cada vez melhor pois se relacionar com alguma pessoa é muito mais fácil, por causa da similaridade dos idiomas, mesmo às vezes comigo tendo receio de falar, segundos depois lembro que ambos falamos português.

Os taxis são baratos, tenho feito bons trajetos por menos de 6 ou 7 euros (na Itália era um chute no saco – metaforicamente falando, creio que esta parte todos entenderam), mas pretendo andar mais, principalmente agora no fim de semana, que não terei compromissos da agência, tampouco profissionais: irei para Porto, onde passarei poucos dias, por conta do TEDxO’Porto 2011, e meu hotel será na rua do evento, maior conveniência não há.

Hoje comecei minha rota turística por Lisboa, graças à Bibiana, que já morou aqui e está tendo a paciência de me levar em alguns lugares. Como eu costumo esquecer das coisas, não poderei contar com detalhes os locais (nome, história etc.), creio que ela vá me corrigir depois e eu atualizarei esta postagem, mas prometo ser o mais explícito possível.

Tonto.

Peguei metrô, duas estações depois e já estava em Baixa-Chiado, onde encontrei a Bibiana e, alguns segundos depois, vejo uma pessoa vindo em minha direção, e eis que é o João Melhado! Porra moleque, a gente nem combinou nada, e nos encontramos tão rapidamente, adorei de verdade. Demos um tempo em um bar chamado A Brasileira, e a região é cheia de brasileiros, mas admito que em tanta muvuca é difícil distinguir uns dos outros.

Saímos, demos uma volta e fomos ao Adamastor, que é tipo uma Vila Madalena mais interessante, perto do cais, estilo mini parque, com pessoas sentadas comendo, bebendo, com os cachorros soltos brincando com as crianças, punks, roqueiros, hippies, maconheiros, mochileiros, e qualquer tipo de gente – é de se entender, pois há poucas quadras está o albergue Oasis. E pensando melhor, é realmente igual a Vila Madalena: gente estranha não falta.

Lá, comi uma tosta quente, que é um misto, porém melhor: presunto melhor, queijo melhor, e um pão que me lembrou ciabatta. E é barato! Isto foi o meu almoço, mais um cupcake e um copo de Cherry Coke (cacetada, há quanto tempo que não tomo uma dessas).

Mais passeio, andamos por algumas ruas pequenas, convidativas, aconchegantes, frias, com casas e lojas misturadas: o design era nítido, assim como as cores e a variedade de estilo em cada loja, sendo de bebida ou de roupa, todas compunham um cenário bacana.

Depois pegamos o elétrico (bonde), que foi até perto do Chapitô (www.chapito.org), um restaurante/bar/balada/biblioteca/teatro muito bacana, e bastante concorrido para se achar mesa para jantar (precisa de reserva): como nós chegamos antes do horário normal, de pico, pegamos uma mesa tranquilamente e apreciamos a vista do cais de Lisboa – fantástico, uma delícia.

Falando em comida: filé com bolo de cogumelos e espinafre cozido/refogado. Não tirei foto, mas garanto que dá vontade de comer todos os dias, uma delícia sem tamanho. Como estou organizando um evento com foco gastronômico, irei me forçar a comer coisas que eu geralmente não como, por escolha ou oportunidade, como por exemplo na hora de pedir sobremesa, sempre priorizo o que tem chocolate, mas desta vez escolhi uma torta de framboesa, que na verdade parecia uma fatia de pizza doce e eu acabei não gostando muito.

Chocolate, me perdoe, eu fui iludido!

O frio de noite é forte, mas estava mais fraco que ontem: só de camiseta eu consegui sobreviver muito bem. Claro que um casaco ia bem, mas eu quis correr o risco e ir sem.

Voltei para o meu hotel, e aqui estou desde então, respondendo e-mails, postando fotos e notícias em meu empoeirado blog, falando com as pessoas, assistindo alguns trailers de filmes, já com bastante fome e sede (mas infelizmente já encerraram a cozinha do hotel), e acabei de ligar para casa. Eu tenho dado notícias desde sempre, para começar, através do meu jeito nerd de ter me acostumado a postar os locais que estou no Foursquare, de usar o Twitter para falar algumas coisas, o Facebook para outras, o Instagram para compartilhar momentos interessantes…se minha mãe soubesse mexer no computador, quase nem precisaríamos nos falar ao telefone, ela já saberia tudo a meu respeito.

Mas voltando à realidade, liguei para casa, falei com meu irmão e minha mãe, e sim, estou com saudades de casa. Uma das primeiras coisas que falei para ela foi que o sentimento de solidão que tive na Itália está começando a surgir aqui, mas ainda está fraco – espera eu me enfiar no meio de 1400 pessoas na segunda-feira, quando acontecerá o TEDxO’Porto 2011, e eu conhecer algumas pessoas que só conheço virtualmente, que esta sensação irá passar…

…ou apenas se mostrar mais forte para, quando eu voltar para o hotel, ficar refletindo sobre a vida, a presença das pessoas ao meu redor etc. Sim, viagens em que você fica a maior parte do tempo sozinho servem, também, para você refletir sobre você mesmo, o futuro, como você lida com as pessoas etc.

Creio que eu irei atualizar este blog com as informações esquecidas de meus passeios, caso a Bibiana leia e venha me corrigir em alguma coisa, então fiquem atentos, todos vocês, um milhão (sic) de leitores que acham minha vida melhor que Paredão do BBB.

4set (Nápoles)

Despertador tocando e aquela preguiça de sair da cama, mas era preciso: Pompéia me esperava (e não era a filha de nenhum signore, e sim a atração turística). Depois de levantar e quase despertar totalmente eu percebi que não precisava ter levantado tão cedo para me arrumar e ir ao ponto de encontro da excursão.

Depois de chegar no local faltando vinte minutos para o encontro eu percebi que, sim, foi necessário acordar tão cedo.

Peguei um taxi que mostrava dois valores no taxímetro: o preço da corsa e o suplementi, sendo que este último parecia um cronômetro de tão rápido que os números iam crescendo, o que me fez lembrar uma pesquisa sobre taxis na Itália que fiz antes de viajar, onde encontrei uma pessoa reclamando que os taxistas são pilantras e te mostram um valor, mas na hora de pagar eles falam outro e inventam um monte de coisa (mais ou menos como quase foi em Roma para andar dois quarteirões).

Então o preço da corsa mostrava mais ou menos uns €7 enquanto o suplementi mostrava mais de €15, o que começou a me deixar preocupado (e chateado), mas no final saiu €10 e pelo que eu entendi ele havia gostado da minha companhia (por incrível que pareça consegui conversar o mínimo do ridículo em italiano – lembrando que não, não fiz as aulas que queria ter feito e contei para todos que queria fazer).

Eu sou um agitão.

No voucher dizia que o ponto de encontro seria em frente ao Hotel Jolly, mas chegando no endereço havia apenas o NH Hotel, e o taxista me confirmou que o hotel havia mudado de nome há poucos dias, por isso minha confusão (e a de outras pessoas, creio).

Entrei no hotel e confirmei a informação da mudança de nome (vai saber, mal confio em minha sombra)

8h20 era o horário marcado, e esse horário foi chegando e eu não via ninguém com voucher na mão, nenhum grupo pelos arredores, ônibus, van, carro, placa, pessoa com indicação, nada. E eu estava lá, com sono e de pé, mais ou menos longe do meu hotel (sinceramente estava com preguiça de ficar andando, como era o plano inicial), esperando por algo que não sabia o que era,

Resolvi tomar uma atitude, me sentindo o homem mais homem (com H maiúsculo) de toda a Grande Bota: peguei o telefone da agência de turismo e liguei, mas como eu sou um completo ignorante eu não sabia fazer ligação internacional e não consegui nada do que queria.

Então tome essa.

Eis que chegou uma van e saiu uma italiana pomposa (parecia ter saído de uma revista de moda) perguntando se éramos da excursão. Ivana. Digo éramos pois havia um casal do meu lado que eu desconfiava estar no mesmo barco que eu.

Barco não. Van.
(Sacou? Sacou? Han? Tudo bem, eu paro).

A van tinha ar condicionado e isso já foi algo maravilhoso, pois de manhã já fazia mais ou menos 27º, e apesar da roupa leve e confortável que estava (bermuda, chinelo e camisa aberta folgada de algodão) o calor era de encher o saco e seus colhões.

Metáfora e literalmente.

O taxista que me levou até o ponto de encontro da excursão havia dito que geralmente não existe trânsito em Nápoles, mas que neste mês estava ruim pois era a época quando todos que estavam viajando voltavam a trabalhar, estudar e seguiam suas rotinas.

Mais ou menos como Agosto para os brasileiros, principalmente para quem mora na Zona Norte, trabalha na Zona Sul, freqüenta igreja em Alphaville, sai com os amigos para a Zona Oeste (e a Zona Leste que fique onde está).

Então pegamos trânsito no começo, mas depois caímos na estrada (caímos na estrada – sempre quis falar essa frase, que parece nome de filme), e em quarenta minutos mais ou menos (ou mais, acho que dormi um pouco) chegamos a Nápoles, onde fomos apresentados para a guia da excursão.

Não, Ivana não era a guia, ela era, novamente, a mulher bonita que serve para chamar a atenção e depois passar o bastão para outra pessoa.

Francesca. Até hoje a guia mais simpática de toda a minha viagem pela Itália (não posso esquecer que quando fui para Orlando as duas guias eram fantásticas e super amigáveis – para meus 12 anos e pensamentos compulsivos por miniaturas e comida), até conversamos um pouco e ela disse que tem amigos que costumam passar férias no Brasil por mais de um mês e que ela ainda não visitou nosso país.

Seja bem-vinda, Francesca!

Pompéia tem uma história interessante, e vocês podem pesquisar no Wikipédia, pois eu não irei dar explicação alguma do que é, onde fica, porque está assim, qual seu valor etc. Ela é bonita também, principalmente por ter um bom estado de conservação, pela visão que ela mostra, com vales e, principalmente, ver o Monte Vesúvio ao fundo da paisagem, com seu cume sumindo nas nuvens, é realmente lindo.

Eu queria conhecer o Monte Vesúvio, mas era mais complicado (e isso significa gastar mais dinheiro, ser longe e precisar planejar outro esquema além do que estava participando). Fica para uma próxima.

Pompéia era uma cidade tarada. Sim, era, e que os cultos historiadores engulam suas explicações, pois eles usavam uma forma fálica (remetendo ao pênis – pinto, para os mais íntimos) em cima de algumas portas das casas para sinalizar que ali era a casa da oba-oba, casa de burlesco, casa rossa (como dizem os italianos), entre outros nomes.

A cama era de pedra. Como alguém consegue ter conforto deitado em uma cama de pedra e…enfim, sem detalhes, a cama era de pedra, assim como seu travesseiro (tenho foto para comprovar, parem de me azucrinar com suas inteligências).

Achou que aquela forma fálica em cima da porta era tudo? Mal pode esperar para ver outra casa, com dois andares, cujo segundo andar era para fazer o famoso sexo descompromissado, e em cima de cada porta de cada quarto haviam afrescos (que até aqui é uma técnica de pintura famosa por estar presente na Capela Sistina) de cenas de sexo.

Pompéia já era adiantada no tempo e, com afrescos, faziam seus cartazes pornôs. Claro que nada tão elaborado quanto os panfletos do Largo São Bento, mas para a época devia ser algo extremamente moderno, visionário e, como alguns publicitários adoram falar, fora da caixa.

E na calçada havia também um pênis esculpido na calçada, apontando para as casas que prestavam esse serviço, mas de acordo com os historiadores, não era sacanagem usar esse símbolo pois ele era o símbolo da fertilidade.

O mesmo símbolo da fertilidade, usado anteriormente para sinalizar sexo.

Visitamos o anfiteatro, que apesar de pequeno comportava mil pessoas, e isso só acontecia pelo fato dos habitantes daquela região serem curiosamente menores que o normal (de acordo com a guia). De lá, fomos para o Foro, visitamos dois templos (o de Júpiter e outro que esqueci o nome, mas com certeza tem no Wikipédia) e depois vimos os famosos corpos conservados da erupção do Vesúvio.

O corpo em si só existe no material (tipo gesso) que eles usaram durante as escavações para preencher o espaço que o corpo de verdade deixou durante os anos que se passaram debaixo da terra, lava etc. Mas os ossos estão presentes e, agora, conservados. Vendo o corpo achei que fosse pensar algo como hahaha caramba eles eram realmente pequenos, quando na verdade eles tinham mais ou menos minha altura, ou um pouco menores.

Visitar Pompéia significa caminhar bastante, por mais ou menos três horas (ou mais, se você estiver sozinho e quiser ficar andando mais tempo por lá), o que foi suficiente para conhecermos tudo e aprendermos sobre o local, sua história e características. Resumindo, quase tudo são ruínas de casas e não tem exatamente muitas diferenças visuais para você olhar e admirar, então eu pude apreciar tudo que havia lá dentro sem ter culpa de ter deixado algo passar.

Saindo de lá voltei para o hotel e pensei em ir para a Ilha de Capri, então usei o computador zuado do hotel para acessar a internet e ver mais sobre Capri, e seria realmente bacana ir lá, mas eu não fui. A razão de não ter ido é que, apesar de não ser tão caro (mais ou menos €15 a passagem de barco, que dura de vinte minutos a uma hora, dependendo do barco), faria falta no meu bolso.

Por quê?

Hoje é meu último dia, amanhã irei começar minha saga pelos aeroportos, sendo que em Madrid eu vou ficar mais de 9 horas esperando meu vôo para São Paulo. Isso, para mim, significa que eu preciso economizar o dinheiro para o caso de qualquer emergência, ou até mesmo porque com algumas horas eu posso, pelo menos, conhecer os arredores do aeroporto e, caso exista, ver alguma atração turística que fique lá por perto.

Economizar dinheiro faz bem, principalmente em viagens como essa, quero evitar ao máximo dar brecha para o erro e o inconveniente.

Agora no final do dia eu recebi minhas novas passagens aéreas e o voucher do translado para o hotel, e eu os imprimi aqui no hotel mesmo, usando papel velho (o recepcionista disse que não tinha papel novo, o que eu acho uma grande de uma mentira – pelo menos a maneira que ele olhava desconfiado para mim acusava isso).

Claro, como se eu estivesse pedindo SULFITE para enrolar fumo!

Agora é esperar.

Pode parecer babaca, apesar de que nessa o Luiz vai me apoiar (talvez mais pessoas), mas o que me deixou feliz de fazer conexão em Madrid, no Aeroporto de Barajas, é que lá tem Starbucks (o mesmo que eu tomei na conexão para a Itália, onde perdi o vôo etc.) e eu estou com desejo. Provavelmente terei tempo de tomar mais de um café por lá, e me deixem em paz com meus planos de gordo.

Se alguém tiver dicas sobre o que fazer nos arredores do Aeroporto de Barajas (somente nos arredores), mandem para o meu e-mail ou comentem nesta postagem, pode até me salvar tempo e eu conseguir planejar melhor minhas poucas horas espanholas.

Tenho mais duas fãs neste blog: Marta e Grazi. A primeira, inteligentíssima (elogios da parte dela valem mais que ouro), está achando as descrições formidáveis, enquanto a segunda está rindo alto com cada postagem sobre minha viagem. Continuem acessando meu blog, ele costuma ser interessante mesmo antes e depois da viagem.

Brasileiros, vou-me a encontro de vocês.

1set (Roma)

Ontem fui dormir por volta da meia noite e meia, imaginei que fosse ter mais ou menos oito ou nove horas de sono, no máximo dez (dependendo da preguiça de acordar e voltar a dormir como se nada tivesse acontecido), mas eu me surpreendi: contando com as vezes em que eu acordei e decidi voltar a dormir, posso afirmar que dormi mais ou menos quatorze horas.

Sim, levantei às 14h00 (horário de Roma) com a maior cara de pau (que só eu poderia ver, pois estou sozinho), e ainda enrolei o suficiente em meu quarto por um motivo: tem um período do dia em que o sol fica muito forte, e este período é depois das 14h. Quem nunca ouviu da mãe, pai, tia, avó ou quem seja que criou vocês, falar cuidado com o sol do meio-dia, é o mais forte?

Eu já ouvi. Da mãe, do pai, da avó, do irmão, dos familiares, dos pais dos amigos etc.

Saí para almoçar, e desta vez eu comi macarrão, um prato de nhoque com molho e queijo, que estava abraçando meu interior com muito carinho enquanto eu dava uns bons goles no refrigerante gelado. Saindo do restaurante, passei na mesma mercearia onde comprei o doce de chocolate (e eu descobri o nome: torrone italiano, que de torrone não tem nada, pelo menos comparado com o que é famoso no Brasil) e comprei, além de minha lendária Coca-Cola Zero, um doce de chocolate que tinha mais ou menos o tamanho de um azulejo de banheiro, mais ou menos do tamanho da mão de um homem graúdo por volta dos 25 anos (ou eu).

Voltei para o hotel para comer minha sobremesa, pois com aquele tamanho, textura e consistência, seria não apenas incômodo mas também vergonhoso tentar comer na rua, enquanto se está andando, ainda mais segurando uma garrafa de 600ml.

Por volta das 16h eu comecei o meu passeio, com a ajuda de um taxi para chegar até o Coliseu novamente, e por lá eu fiquei andando. A princípio procurando o Foro Romano, e pretendendo visitar também o Palatino, mas acabei me entretendo com as ruas e as pequenas construções menosprezadas, ou melhor, ofuscadas pelas grandes e abissais atrações.

(aliás, vocês sabiam que o nome original – ou inicial – do Coliseu é Anfiteatro de Flavio?)

Meu passeio foi me afastando mais do Coliseu, e eu finalmente encontrei o Foro Romano. Ou pelo menos acho que encontrei, eu apenas segui as placas da cidade e nada mais. Sinceramente achei sem graça, mas eu confirmarei na internet as outras arquiteturas que ainda não visitei por aqui, ver a cara delas, para saber identificar amanhã.

Entrei em uma praça, que esqueci o nome, que tem uma escadaria imensa para chegar até ela, e estava havendo um protesto com algumas pessoas no terraço de um edifício (no máximo dois andares de altura) ameaçando se jogar de lá.

Eram os sem-teto de Roma.

Ouvi alguns brasileiros conversando ao meu lado e puxei papo com eles, com aquele charme e originalidade, falando e aí, será que eles pulam mesmo?

O casal era de Santo André, simpáticos, me ensinaram que aquela praça foi desenhada pelo Michelangelo, e que alguns dos sem-teto usavam tênis Nike Shox. Diferente do Brasil, onde os sem-teto usam aquelas roupas surradas de trabalho, os daqui pareciam um tanto arrumados.

Comentei um importante detalhe com o casal: quem quer se matar não faz estardalhaço, simplesmente se mata e depois descobrem quem era, o que queria, se havia alguma causa naquilo. Os de hoje queriam apenas chamar a atenção das pessoas e fazer sua causa ser conhecida.

Andei.

Andei.

Andei.

Pareceu muita coisa, mas foram apenas três horas de passeio, e eu decidi experimentar o cappuccino daqui que, segundo o meu pai, é muito elogiado. Apesar de eu não ser um bom conhecedor de cafés ou já ter provado diversas iguarias de seu grão (eu me forcei a gostar de café há menos de um ano, sendo um fiel consumidor da Starbucks), o cappuccino estava realmente muito bom.

O que eu tomei estava suave e cremoso, mas eu ainda preciso experimentar de outros lugares aqui, e no Brasil, para ter base comparativa, ou parecerei um grande babaca falando do que não sei.

De volta ao hotel, meus planos para amanhã será, novamente, passear pela região do Coliseu, ou Piazza del Coliseo, provavelmente buscar chegar lá em um horário muito cedo para estar mais vazio e fugir do atormentador sol do verão europeu.

Se ao menos tivesse uma piscina no hotel, como em Verona, eu poderia de manhã fazer mais passeios, voltar para o hotel e passar a tarde debaixo do sol na piscina, e no cair da tarde fazer mais alguma coisa rápida antes de realmente anoitecer.

Saldo alimentício de hoje: nhoque, azulejo com recheio de chocolate, refrigerantes, água e cappuccino. E eu realmente pretendo não comer mais nada por hoje, o almoço em si não era grande mas me estufou durante o dia todo, quase que desisto de tomar o cappuccino (mas alguns arrotos ajudaram a liberar espaço). Aliás, comer pouco e ficar cheio significa outra coisa muito conveniente, que é perder peso e diminuir as medidas, então preciso tomar cuidado como que como para não correr o risco de ter alguma indigestão ou apenas aquele incômodo pós rodízio de comida.

Quanto à antecipação de minha volta ao Brasil, será no dia 5 de setembro (quatro dias antes da data original) e eu não precisarei do vôo até Roma, para depois seguir até Madrid, eu irei para Madrid direto de Nápoles, e daí sim pegar o vôo para o Brasil, aeroporto de Guarulhos.

Até breve, brasileiros!

27ago (Florença)

Tenho aproveitado muito bem o privilégio de levantar sem horário. O passeio será apenas às 16h30 e isso me deixa com muito tempo de sobra para fazer o que quiser.

Depois de um belo banho em um banheiro onde pr…tudo bem, eu paro de falar sobre o banheiro daqui, resolvi ir andando até a Galleria degli Uffizi, uma vez que eu peguei a trajetória no Google Maps (conquistarei o mundo! O mundo!).

Cheguei ao local, que parecia uma praça fechada com pilares e teto (e muitas estátuas), e tirei muitas fotos, até que resolvi sentar e descansar. Estava tomando um gole de Gatorade quando um dos seguranças (todos velhos) veio me pedir para guardar a bebida, pois era proibido beber lá dentro.

Um casal americano do meu lado viu a cena, e o cara veio brincar comigo sobre a situação, e ria alegremente. Eu e ele fizemos mais algumas piadas, algo como eu pedindo se poderia respirar por um segundo, que eu prometeria segurar a respiração para não incomodar.

Alegria internacional.

Tirei muitas fotos e faltava mais de 1h30 para o encontro do passeio turístico, então comecei a andar pelas ruas, olhando as vitrines, as pessoas, vendo outras coisas legais para tirar foto (é difícil fugir de igreja ou obras de arte), até decidir passar em uma mercearia/padoca/não-sei-o-nome-exato e comprar quatro fatias de um tipo de pão (doce) que é torrado a valer, com uns grãos inteiros na massa que parecem semente de abóbora. Eram realmente fatias pequenas, imagine você pegar um pão francês e fatiar em tiras da grossura de um dedo (humano, regular).

Menos de €2, e estavam ótimas. Fui mastigando e andando, mastigando e andando, até voltar à famosa praça fechada cujos seguranças velhos não deixam você beber nada. Até que eu comecei a pensar em desistir do passei, pois já havia visto tudo, tirado foto de tudo e estava cansado… Foi quando percebi que eu não estava na Galleria degli Uffizi, e sim em uma praça em frente à verdadeira Galleria.

Claro que quando eu percebi isso já havia passado a hora de encontrar o grupo que faria esse passeio por dentro da Galeria. Sinceramente? Não me importei. O local abriga grandes obras, mais pinturas do que estátuas, e tudo é lindo e maravilhoso, e não precisava ter uma excursão com uma pessoa falando sobre cada quadro (geralmente uma pessoa velha, com um ritmo lento e de carisma não tão calorosa).

Aproveitei bastante andando sozinho pela Galeria.

Saindo de lá, ainda comprei algumas coisas, tanto para mim quanto presentes para algumas pessoas (tanto minha família quanto alguns amigos em específico). Foram os melhores presentes que eu comprei, e eles foram caros, portanto faço questão que apreciem cada milímetro dele.

Tomei um sorvete de limão (novo vício sazonal) e estava procurando pela igreja, imensa, que fica perto da estação central de trem (não sei o nome, não sou culto, me deixem em paz). Parei em uma esquina e fiquei olhando, procurando a abóboda da igreja (que dá para ver de um certo ponto de tão grande e detalhada) – ou qual seja o nome verdadeiro – quando ouço uma conversa em português… do Brasil!

Alegria nacional.

Perguntei para o cara onde ficava a tal igreja imensa. Ele me indicou, fui lá e tirei minhas fotos, e a essa hora o tempo estava começando a fechar para formar uma chuva, então precisei ser rápido e até desisti de voltar a pé (considerando que estava andando desde às 14h) e comer uma pizza (que provavelmente deveria ter o tamanho de um cordeiro).

De volta ao hotel, quarto arrumado (e eu ainda estou para testar o serviço de lavanderia do hotel), presentes guardados, estou com uma vontade absurdamente grande de comer hamburger, mas nada de McDonalds, e sim um sem marca, tipo o que vende aqui no hotel, que é caro mas valerá pela vontade.

Desconsidero os petiscos durante o dia e considero o hamburger minha única refeição no dia, o que é ótimo para quem quer perder peso e ao mesmo tempo experimentar as iguarias locais.

Tinha planos de ir à Pisa amanhã, de trem, mas isso significaria perder um dia de trem de meu bilhete já programado para me locomover entre todas as cidades que vou ficar. Isso significa que amanhã eu continuarei por aqui, darei mais voltas nas ruas, procurarei algo novo para conhecer (um concerto, outro museu etc.) e farei uma loucura: no dia em que eu precisar ir para Roma, antes, irei passar em Pisa.

Por quê?

Pois em Pisa será muito rápido pois irei apenas visitar e fotografar a torre, e depois voltar para a estação de trem e, no mesmo dia, partirei para Roma. O bom desses bilhetes de trem é que eles são válidos durante o dia todo, por isso minha idéia irá funcionar dessa maneira, sem eu gastar nenhum dia (e nem perder dia de checkin ou checkout nos hotéis).

Agora me dêem licença que eu irei comer meu hamburger.

22ago (Verona)

Despertador tocou às 9h30, mas o fuso-horário do meu corpo me permitiu levantar apenas às 11h30, quando eu me aprontei para ir à piscina, não sem antes verificar de minha janela onde estrategicamente poderia ficar (pensando em privacidade).

Mais ou menos uns 45 minutos frente e verso e resolvi voltar ao apartamento, aproveitar o ar-condicionado, ver o primeiro vídeo que gravei aqui em Verona (gostaria de ter gravado um em Milão, pena que a bagagem chegou tarde demais – para minha exímia e volátil vontade), e vieram limpar o quarto.

Resolvi reescrever os outros dias, principalmente resumindo os fatos e deixando apenas o necessário (interessante), e isto me tomou um bom tempo do meu dia (bom que eu escrevo rápido), fazendo meu almoço ser adiado.

Almocei no Ipopottamo, um restaurante com jeito de fast-food, com uma ragazza na porta entregando bexigas e chapéu (boné ou coroa) de papel para os bambini. Pedi une pizza di schiccio (acho que é assim – pizza em fatia) e uma Coca-Cola regulare (que não é a grande): pelas fotos no meu álbum, dá para ver que o regulare serve muito bem uma pessoa, e a fatia de pizza é gigante.

Primeira pizza ingerida na Itália, e posso dizer que estava muito gostosa. A massa lembra Pizza Hut, só que mais crocante e mais voltada para aquele tipo de pão torrado (ao invés de fofo), e o recheio (presunto, cogumelo, molho e queijo) estava ótimo; diferente do Brasil, o recheio vem raso, e não transbordando.

Dei uma boa caminhada, conheci a Arena di Verona, onde estou sonhando em ver algum show por lá, e no panfleto que peguei diz que terá Carmen, di Georges Bizet. Pelo que estou entendendo no mapa da Arena, o lugar mais interessante (para economizar dinheiro mas não precisar assistir ao lado do banheiro) me custaria entre €100 e €200, e tem uma área chamada stone steps, que eu entendo como a área de pedra, original da construção, custe apenas de €21 a €30, e isto é uma bela diferença.

Quero ir, agora preciso ver o quanto estou disposto a gastar.

Passeando pela região, sem querer, encontrei outro local que quero visitar (mas de longe), que é o Museo Di Castelvecchio, mas eu estava perto do horário de pegar o taxi do hotel, então tirei umas fotos de longe apenas, e espero voltar lá amanhã.

Durante minha caminhada, vi uma feira, vendendo frutas, bebidas e quinquilharias em geral, e o que me chamaram a atenção foram as máscaras, aquelas famosas máscaras italianas, algumas narigudas, outras que tampam só a região dos olhos etc. Custavam entre €30 e €120 e eu fique com vontade de comprar uma específica, que custava €70. Se precisar escolher entre a máscara e o concerto na Arena, eu vou ficar um pouco indeciso.

Uma das barracas também me chamou a atenção por vender fitas escrito Brazil, então cheguei até o dono da barraca e perguntei a razão de ele vender aquelas fitas (imaginando que a barraca era de alguém do Brasil), e ele me apontou para a dona da barraca. Conversei um pouco com ela, e ela é do Rio Grande do Sul, está há 6 meses na Itália, e foi apenas isso; ela parecia bastante envergonhada, falava baixo e para dentro, não olhava nos olhos, o que facilitou muito ter um contato amigável, então me despedi e continuei meus passos.

Vim e voltei de taxi, pois ira pé demora mais ou menos duas horas, e eu não estou com tanta vontade de caminhar. Me custou, ao todo, €45, e estou pensando se, exceto aqui e Florença, conseguirei aproveitar tudo que quero sem depender de taxi, o que eu lembro que sim (de acordo com o meu planejamento patrocinado pelo Google Maps).

Consegui comprar um cortador de unhas! As da mão estão se tornando garras (crescem rápido demais) e foi um pouco mais difícil conseguir isso, mas eu consegui, e por €2 (comparando com o Brasil, deve estar caro).

O tempo começou a fechar, parece que terei minha primeira chuva por aqui, vi uma trovoada, mas não ouvi nada (as janelas são bem grossas) mas por enquanto nada de chuva. Estou começando a ficar com fome, mas gostaria de não comer, para não me acostumar mal e engordar, além de gastar dinheiro a mais.

Logo irei para o saguão do hotel com meu notebook usar a internet e colocar as fotos de hoje no Flickr (www.flickr.com/photos/afranzolim) e esta postagem, e provavelmente não escreverei mais. Outra coisa bacana neste hotel é a mesa de sinuca, de graça, que eu pretendo utilizar.

Eu disse que não iria jantar? Que mentira, eu acabei de voltar do restaurante. Uma amiga minha que esteve recentemente por aqui disse que as pessoas costumam comer uma pizza inteira sozinhas, e isso realmente é verdade. Agora vou explicar o segredo: a pizza é quase do tamanho da tradicional, mas a massa é muito, muito fina, é tipo meia fatia de pão sírio ou uma folha couché fosca 150g (se eu estiver certo, não era muito bom nessas aulas na faculdade), e o recheio é raso. Raso não significa que falta, a medida é perfeita, significa que não é aquela hecatombe homérica e estrambólica de recheio que estamos costumados a comer.

O cheesecake daqui (torta di formaggio) também é muito diferente: é amarelo como a gema do ovo, tem textura de bolo, mas continua sendo uma delícia.

Experimentei meu primeiro café aqui, um tipo descafeinado (o resto da explicação, mesmo em inglês, não consegui entender), achei amargo demais (tudo bem que é meu primeiro descafeinado, não tenho parâmetros de comparação) mas tudo bem. Ainda quero experimentar algum café gelado e variar do mundo Starbucks (nada contra).

Parecia que ia chover? Nem choveu, o recepcionista me emprestou um guarda-chuva que serviu apenas para ocupar a mão, pois o tempo estava bem bacana.

Amanhã eu acredito que consiga acordar mais cedo que o de costume e tomar sol no horário onde apenas os velhos que fazem hidroterapia acordam, o que significa que será um completo sossego sem pessoas dando bomba na água ou falando o que provavelmente eu não iria entender. À noite, quem sabe, consiga ir na peça Carmen, na Arena di Verona, e antes irei visitar o Museo Di Castelvecchio, tirar mais fotos e desta vez levar o carrinho do Vespa para assistir à ópera.


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De volta, @benny68, quem manda fazer restaurante perto de onde eu trabalho? Baterei ponto aqui.



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