Textos categorizados 'hard'

31ago (Roma)

Tem uma prática que eu estou desacostumado: acordar cedo. Ainda mais para quem foi dormir às 3h precisando levantar às 7h, e isso só aconteceu unicamente porque a internet daqui estava extremamente lenta e dando problemas, o que dificultou e atrasou (muito) uma simples operação de enviar e receber e-mails (sem anexo, e curtos, apenas texto).

No ponto de encontro, uma esquina onde havia uma estação de metrô, começaram a chegar algumas pessoas, com cara de perdidas, com voucher na mão olhando para os lados com muita suspeita. E com razão: o ponto de encontro era apenas aquela esquina, não havia placa da agência, ou alguém com uniforme, apenas uma esquina.

Pontualmente surgiu uma menina do metrô segurando a placa com o nome da agência, todos se aglomeraram nela ao ponto de ela ficar um pouquinho descontrolada: todos estenderam os vouchers e os €20 que eram precisos para pagar a entrada no Museu do Vaticano, até que ela disse just calm down people, i’m here to help u, one by one please com um certo ar de cacete, deixa eu me organizar aqui, pois todo mundo enfiando dinheiro e papel na minha prancheta mais atrapalha do que ajuda.

Depois chegou uma outra mulher, que descobrimos ser a nossa guia, e depois um homem (com camisa pólo violeta – mas um belo de um carro) com os walk-talkies e fone de ouvido (para a guia não precisar berrar no meio do museu).

Fomos a pé pois era perto, não pegamos a fila que dobrava o quarteirão, passamos pelo detector de metais (igual em aeroporto), nos dividimos em grupos (haviam mais de uma guia) e então seguimos para conhecer tudo lá dentro.

Um grande resumo: é tudo muito bonito, muito detalhado, cada ornamento é cuidado e restaurado. Cada pedaço do teto e da parede são verdadeiras obras de arte, e isso me cansou depois de passar pela décima sala com afresco até no rodapé (em minha ignorante mente para história e cultura, eu ansiava por ver uma parede branca).

Muitas salas haviam obras em afresco no teto e nas paredes, algumas até com ilusão de ótica: você pode fixar seus olhos e achar que tudo foi esculpido, mas na verdade as sombras e as luzes foram desenhadas, e você se sente um bobo. Eu não me senti, afinal, desde aquela época os artistas já dominavam a obsoleta e discriminada técnica do bevel and emboss (piada de Photoshop – este, quando traduzido, se transforma em chanfro e entalhe).

Cada sala que estávamos perto da saída havia uma placa escrito Capela Sistina e a seta indicando a direção, e ao seguir a seta você entrava em outra sala, e aí sim eu comecei a me sentir bobo. Creio que muitos, pois andamos bastante dentro do museu, onde existem mais pinturas do que esculturas.

A guia nos avisou que era estritamente proibido tirar fotos e filmar dentro da Capela Sistina, assim como falar ou fazer qualquer barulho (celular, música etc.), e ao chegar na porta de entrada avistei as placas com esses avisos e dava para ouvir os guardas falando, constantemente, silenzio, no fotos, no filme, e o ensurdecedor shhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Muitas pessoas ignoravam esse aviso, e procuravam o melhor ângulo para tirar uma foto que fosse fora do campo de visão dos seguranças, o que era um tanto difícil, uma vez que eles possuem uma rotina de dar uma volta entre as pessoas antes de assumirem suas posições novamente.

Reparei que o segurança pediu silêncio para alguma(s) pessoa(s) e, em um gesto que mostrava a razão de seu pedido, ele apontou para a cruz, com a estátua de Jesus Cristo, que poderia ser interpretado como estamos em um local santo, por favor respeite.

Eu consegui tirar uma foto com o iPhone, guardei-o rapidamente e fiquei admirando. Realmente aquilo foi complicado de se fazer, e a perfeição alcançada é de tirar o fôlego por uns minutos, ou te prender por uns instantes olhando para cima e para os lados. Teve uma hora que eu confundi a pintura de cortinas com cortinas de verdade. Isso é possível.

O guarda passou na minha frente mas nem desconfiou. Logo vi ele chamando atenção de dois moleques, dizendo que era a última vez que avisaria ou eles seriam expulsos do local. Apesar dos avisos dos guardas e de um aviso sonoro (a mesma mensagem repetida em umas cinco ou seis línguas) as pessoas ainda arriscavam tirar foto no local, o que em parte eu sou a favor.

Uma obra de arte como a Capela Sistina, com a história que ela tem (ela, a obra de arte – como foi feita, a técnica, as conseqüências etc.), deveria ser liberada para que as pessoas pudessem tirar suas fotos. Ninguém vai vender elas, ficarão guardadas em suas casas, quase todos no local eram adultos e idosos que queriam mostrar as fotos de sua viagem para alguém da família, e não criar uma conspiração de banco de imagens do Vaticano.

A proibição de flash está correta, pois dependendo do restauro e da etapa em que se encontra, a luz do flash pode com certeza alterar a tinta aplicada nas pinturas e dificultar o trabalho dos profissionais que se empenham em manter tudo aquilo preservado. Mas proibir fotos soou totalmente comercial.

Tem uma parte da Capela que tem uma grade de ponta a ponta, com uma porta de grade aberta, que não serve para muita coisa para eles, mas para os turistas, servia para facilitar as fotografias longe da segurança, já que eles não iam até lá e esse local era ao fundo da Capela. Nessa hora eu consegui usar a máquina e tirar mais fotos.

Saí de lá e, como de costume, me perdi do grupo, e o meu consolo para que eu não me considere tão burro é que a guia disse que isso é normal pois são milhares de grupos que vão te levando em um fluxo só, e qualquer piscada te faz perder. Logo após a Capela Sistina havia a Basílica de São Pedro, que me lembrou a Duomo di Milano pela complexidade dos ornamentos internos, tudo feito minunciosamente, e cada detalhe desse ocupando um lugar imenso.

Confesso que até deu um pouco de tontura ver tantos detalhes e ornamentos em um mesmo campo de visão: muita madeira, mármore, ouro, bronze, ferro, luz, vidro, pedras e outros materiais.

A saída da Basílica fica na praça do Vaticano, que é imensa e, até onde eu conheço (pouco) é onde ficam as pessoas quando há a escolha do novo Papa. A praça é famosa, já apareceu em diversos filmes, um mais recente é Anjos e Demônios, e eu tenho boas fotos dela.

E o calor era acima de 30º, enquanto eu estava de camiseta, tênis e calça (pois eles são exigentes com a roupa – dependendo do que você estiver usando eles te barram a entrada), o que foi um dos agentes para me causar a famosa assadura de tanto andar (mais de sete horas andando, no sol).

Como havia me perdido do grupo, resolvi tomar meu caminho como planejado: cheguei ao Coliseu de táxi e foi aquela sensação de então este é o Coliseu que eu somente via em fotos. O bicho é grande e bonito arqueologicamente (obviamente por estar em ruínas), arranjei uma excursão de última hora (também com guia falando em inglês) e visitei o interior do Coliseu, onde tirei muitas fotos (uma boa parte repetidas).

Para conhecer o Foro Romano e a Palantina precisava, também, pagar o ingresso. A essa hora eu estava enxarcado, cansado, com sono, com fome e com sede (o dia inteiro foi pão com queijo, um refrigerante, um suco de laranja natural e meio pedaço – final – daquele doce que comprei ontem, eu basicamente tomei apenas um café da manhã, sem almoço). Tirei algumas fotos externas, e com grande orgulho desisti de pagar para visitar esses locais, quem sabe outra hora, de banho tomado, seco, e bem alimentado (e provavelmente em um horário que tenha mais brisa do que sol) eu volte, pague e conheça com mais afinco.

E sem guias, descobri que excursões artísticas te fazem doer as pernas, pois cada detalhe o guia quer comentar um fato histórico, e tudo tem ligação com um monte de eventos, geralmente políticos e religiosos, e você se percebe olhando por 15 minutos um pedaço de pilastra.

Logo ao lado, também, havia o Arco di Constantino (aprendi que ele era inglês), que foi simples e objetivo: parar, tirar foto e continuar andando.

Voltei para o hotel, novamente de taxi (apesar de ter andado um bom pedaço e ter comprado – finalmente – soro e case para lentes de contato) e achei que fosse sair caro pois estava demorando um pouco para chegar aqui no hotel, mas deu €7 (um preço barato, comparando com outros dias).

Tomei um banho, já taquei a roupa suja na sacola de roupas sujas, mas como eu lavei todas as minhas roupas, as de hoje estrearam a função suja dessa sacola. Preciso voltar no Hard Rock Café para trocar a camiseta, talvez comprar mais uma, mas não pretendo jantar por lá, pois pelo que lembro tem um restaurante italiano do lado e eu estou com vontade de comer uma boa massa. Apesar de ontem eu ter fixado mentalmente que hoje eu iria apenas passar o dia com líquidos (água, suco e refrigerante – em doses balanceadas), depois de andar por mais de seis horas eu creio que mereça essa janta.

Quanto ao Hard Rock, dependendo da hora, pode ser apenas uma sobremesa, apesar de que não deve ter nada interessante o suficiente para que eu fique por lá apenas para isso.

Informação desnecessária: escrevendo de cueca e chinelo com o ar-condicionado no talo, o que significa que estou com frio na Itália, e isto é um paradoxo.

Fui jantar, e eu juro que eu tentei comer macarrão, mas acabei seduzido pelo hambúrguer e o ambiente do Hard Rock Café, novamente. Pedi o mesmo que ontem, e ainda comprei mais algumas coisas na loja (surpresa).

Antes de receber meu pedido, me ligaram da agência confirmando que meus planos deram certo: minha volta ao Brasil será antecipada para o dia 5/6 de setembro, o que significa que faltam quatro dias apenas para ir embora. Eu chutei Palermo fora (não tinha nada planejado oficialmente) e não estraguei meus planos em Nápoles (como a excursão programada – me esforçarei para não me perder nesta última).

O taxista que me trouxe para o hotel agora à noite tem uma namorada brasileira, que mora há dois anos em Roma. Conversamos sobre as semelhanças entre português e italiano, mas essa prosa não adiantou nada para amenizar o abusivo preço de €20 (ontem paguei €7 com outro taxista).

Pernas assadas, creio que esta noite dormirei como uma boa pedra.

30ago (Roma)

Mais um dia levantando tarde, e adquirindo uma experiência muito cultural: lavar roupa. Tinha muita roupa suja, estava com apenas uma cueca limpa (e muitas meias – por que, de novo eu pergunto, peguei mais meias do que cuecas?) e faltam mais nove dias para terminar minha viagem.

O dono da lavanderia me ensinou como fazer tudo por lá: uma máquina era para comprar sabão em pó, outra para acionar a máquina que iria usar, outra para acionar a secadora, outra para pegar saco plástico de vários tamanhos para guardar as roupas, e era um pequeno parque de diversões para mim.

Essa diversão me custou quase a tarde inteira.

Como um bom filho da mãe, liguei para a cuja pedindo informação sobre como separar minhas roupas, apesar de já ter uma idéia na cabeça a respeito de roupas brancas, coloridas, jeans etc. Além de ser muito bom matar a saudades por telefone, tive as informações que precisava para continuar minha aventura.

Enquanto esperava 40 minutos por cada demanda de roupa, assistia um pouco de MTV que estava passando na televisão (talvez por eu ser jovem o dono achou que eu só assistisse isso e colocou quando eu me sentei para esperar), e notei que o formato de programação da MTV italiana (a qual não sei se é igual às outras da Europa) lembra muito a programação antiga da MTV brasileira, onde haviam programas e propagandas, mas quase toda a grade era composta por videoclipes.

Saudades da MTV brasileira dos anos 90.

Tudo lavado e um grande sorriso interno, passei em um restaurante logo atravessando a rua, e pedi um frango grelhado com batata assada. Aqui eu tenho comido muita pizza ou lanche, então pedir algo que não seja feito em demanda já significa certa saúde no prato.

Essa mesma saúde eu mandei um pouco para o espaço ao pedir um tiramissú de sobremesa (continuo sem saber qual é a graça dessa sobremesa – ou preciso comer todas do mundo para entender), e isso aconteceu um pouco antes de uma gangue de 50 jovens (tudo bem, eram menos) da Alemanha chegar para comer. Atrás de mim, estava um casal brasileiro, comentando sobre uma sorveteria que é imperdível e que fica perto do Pantheon, e essa informação poderá ser de grande valia para mim.

Passei na mesma mercearia (ou qual seja o nome verdadeiro) e comprei um doce de chocolate parecido com brownie e uma Coca Zero, e voltei para o meu hotel, onde eu pude com muita alegria e um certo senso de vitória arrumar todas as minhas roupas limpas na grande mala e ver que ainda sobra espaço.

Logo depois lembrei que dentro dessa mala ainda deveriam entrar dois pares de tênis, uma nécessaire (existe algum nome para homens? Falando assim parece que estou usando absorvente e echarpe) e uma mala fina onde estou guardando todos os presentes e quinquilharias compradas na viagem (que são bem poucas).

Peguei um taxi para o ponto de encontro da excursão, e entramos em um ônibus de dois andares, sendo o último conversível. É aquele tipo de ônibus que passa pela cidade e tem um monte de japonês gente tirando foto, filmando, apontando, usando chapéu esquisito (que apesar de ter comprado no local, ninguém no local usa). Passamos por uns lugares que não entendi muito bem da verdadeira importância (confiem em mim, não eram construções históricas como a Fontana di Trevi, era um prédio bem zuado e simples), chegamos a um ponto onde paramos, descemos, e a guia nos levou até a Fontana di Trevi.

A Fonte de Trevi, para quem sabe a história, é isso. Para quem não sabe, como eu, contenta-se apenas em achar a construção algo lindo. Uma fonte que tem dois ou três andares de altura só de ornamentos, imensa, com as cascatas e a meia lua de água onde todos sentam para tirar foto, se refrescar, admirar.

Havíamos marcado um ponto de encontro lá perto, em frente à uma gellateria (mamma mia), então eu tirei as fotos e fui para lá, tomei um sorvete (bem pequeno, no copinho – menor que de café) de Nutella (bem suave, comparado com o outro que tomei em Veneza, até a cor era clara) e fiquei olhando algumas lojas.

Algumas lojas vendem artigos medievais, como capacetes e espadas. Em uma delas eu vi uma espada linda, com cabo e bainha de madeira (não madeira de verdade, me parece uma boa imitação), lâmina de aço e era um pouco menor que o tamanho da minha perna (eu tenho 1,73m de altura – não, não é de cintura).

Comprei-a.

Com gosto.

E agora preciso me informar sobre como voltar para o Brasil com ela, sem ser preso ou apanhar da polícia, ser interrogado, revistado, investigado, interrogado de novo, e ter dor de cabeça. Mas a espada é linda, vem com suporte, mas também tem uma corrente na sua bainha, o que talvez me permita pendurar na parede.

Feliz com a espada nas costas, cadê o grupo? Eu havia chego antes do horário combinado, não encontrei ninguém, então tomei o sorvete, entrei nas lojas, comprei a espada, saí e não encontrei ninguém. Fui até onde estava o ônibus e ta-dáá: ele não estava mais lá.

Como mágica.

Então eu voltei ao ponto de encontro, voltei à Fontana di Trevi, voltei de novo ao ponto de encontro, tentei achar alguém do ônibus (como sempre, velhos e crianças – os jovens são descolados demais para fazer uma excursão turística), não achei ninguém, voltei ao ponto de encontro, voltei ao ponto onde estava o ônibus, olhei o horário e faltava meia hora para terminar a excursão, o que para mim significava que não valia a pena correr atrás do ônibus, por exemplo, indo até o Coliseu, pois eu chegaria a tempo de ir embora, então eu tive uma idéia.

HARD ROCK CAFE – ROMA

A primeira vez que eu fui eu tinha 12 anos, e foi em Orlando, quando estávamos (eu, meu irmão e meus pais) conhecendo a Disney World, encantados com seus parques perfeccionistas, quando conhecemos esse restaurante, que era também um museu da música.

Da música, e não do Rock, ou do Hard Rock em específico, pois lá eles possuem pertences da Tina Tuner (ela é do rock?), da Shakira (ela é do rock?), e milhares de outras bandas/cantores(as) de diversos gêneros (musicais e sexuais).

Hoje, treze anos depois, estou de volta ao restaurante – desta vez em Roma. Enquanto esperava uma mesa, fiquei olhando a loja que sempre tem coisas legais, tanto que eu gastei mais dinheiro em um chapéu e uma camiseta.

Agora eu tinha uma mochila (a usual de passeios, que fica nas costas), uma espada (em uma grande sacola) e uma sacola de papel com as compras do restaurante: isso chama-se comodismo.

Mesa pronta, a atendente Maria veio anotar meu pedido com grande simpatia, perguntando de onde eu era (provavelmente meu inglês-iugosvalo somado à dificuldade de falar R denuncia que eu não sou americano), das compras que havia feito na loja.

Feito (e chego) o pedido, saquei meu sagaz iPhone para tirar uma foto do prato e a atendente se ofereceu para tirar uma foto minha. Pelo ambiente ser escuro, somado com a qualidade da câmera do iPhone (que não é exemplar para ambientes escuros), a foto ficou regular para ruim.

Então ela se ofereceu para tirar outra foto, agora junto com ela.

Tá namoran-do! Tá namoran-do!

Ela estava se divertindo com as fotos, parecia mais uma amiga tirando foto junto do que alguém que estava ali para me atender apenas. Então guardei o aparelho, ela se despediu e eu parti para cima do prato. Um fato me surpreendeu: não consigo comer mais um hambúrguer sozinho.

Hoje eu fiz duas refeições, almoço (frango com batatas – porção pequena/regular + refrigerante) e janta (hambúrguer com fritas – porção regular + refrigerante refil), sendo que esta última eu precisei deixar um pouco no prato, ou eu teria que bater fotos no hospital.

Lembrei que tinha a câmera digital no bolso, o que era melhor para tirar as fotos no ambiente escuro. Pedi a conta para a atendente e, quando ela voltou, mostrei a câmera, e isso a fez dar pulos de alegria. Lembram daquela novela, acho que era Tieta, que a caminhonete (pick-up) entrava na cidade e as crianças saiam correndo atrás dela, sorrindo, gritando e balançando os braços até perder o alcance? Foi mais ou menos assim a alegria da atendente.

Então tiramos mais algumas fotos.

Paguei a conta, nos despedimos, peguei um taxi e voltei para o hotel. Experimentei o chapéu e a camiseta (achei um pouco grande, penso seriamente em voltar lá e medi-la com um tamanho médio e ver o quanto de pano que se perde e se vale a pena trocar).

Perdi a excursão mas ganhei um jantar agradável, apesar de sozinho (com participações esporádicas de uma atendente simpática e alegre). Também comprei uma espada (this…is…Sparta! E meu abdome é igual ao do ator), uma camiseta e um chapéu.

O Coliseu eu ainda posso ver outros dias de minha estadia por Roma, de manhã, à tarde ou à noite, e no mesmo dia eu ainda aproveito para conhecer outros lugares e maravilhas históricas que a cidade pode oferecer.

Amanhã tenho excursão ao Vaticano às 9h.

FALANDO EM PLANEJAMENTO

Sinto necessidade de encurtar meus dias na Itália pois, como disse algumas vezes, tive o infortúnio de escolher dias a mais do que o necessário.

Exemplo: Roma.

Escolhi passar cinco noites (seis dias) por aqui, considerando que o primeiro foi o checkin no hotel, o segundo foi ontem (lavanderia, Fontana di Trevi e Hard Rock Cafe) e o terceiro está começando hoje (com visita ao Vaticano). No dia de hoje eu ainda consigo visitar outros lugares durante o dia, e ao anoitecer volto para o hotel. Amanhã eu posso começar o dia no Coliseu e terminar em algum ponto histórico (o que significa que poderei aproveitar muito do dia visitando muitos lugares próximos). E o resto dos dias, o que vou fazer?

Outro exemplo, já vivenciado: Veneza.

Fiquei duas noites (três dias), considerando o primeiro (checkin e passeio), o segundo (passeio a pé), e o terceiro (checkout), sendo que daria para fazer tudo em um dia só e deixar o checkout para o começo da noite.

Mais um exemplo: Verona.

Escolhi ficar três noites (quatro dias), considerando o primeiro (checkin de um dia), o segundo (passeio no centro de Verona), o terceiro (passeio no centro de Verona e a ópera na Arena di Verona) e o quarto (checkout). Dava para fazer o passeio no centro de Verona e a ópera em um dia apenas, sem repetir no dia anterior.

Nápoles eu terei meu último passeio, enquanto em Palermo eu não tenho nada planejado, apenas passeios que eu montei (meia hora antes de pegar o vôo em Guarulhos) visitando alguns lugares e só.

Para quem começar a puxar os cabelos achando que estou louco, pare(m) para pensar: eu estou na Itália desde o dia 18 de agosto, rodando diversas cidades, conhecendo um monte de lugares, vivendo diversas experiências (contra ou a favor de minha vontade), sem falar meu idioma (nunca falei tanto inglês até então), presenciando construções e obras de arte históricas e maravilhosas, experimentando (tentando) algumas comidas e, como disse antes da viagem, vivenciando a experiência de passar um tempo sozinho, longe de tudo que conheço e todos com quem gosto e convivo.

Estou aproveitando muito bem, é uma experiência distinta que vai ficar nas fotos, nas lembranças e principalmente na memória, na vida, para contar para as pessoas, e até mesmo colocar no currículo (ou acham que não é importante colocar sobre experiências – profissionais ou não – no exterior?).

A viagem que estou aproveitando agora me dá vontade de viajar para outros lugares, como Estados Unidos, pois nesta viagem tenho percebido que eu consigo me comunicar bem em inglês mesmo sem ter feito aulas (apesar de ter vontade de fazer).

Agora irei preparar as fotos para colocar no Flickr (http://www.flickr.com/photos/afranzolim), os e-mails (um para a família, um para a agencia de viagens e outro para o Itaú) e me preparar para usar a internet para, além de tudo isso, também pagar algumas contas, ver notícias e logo ir dormir, pois amanhã meu dia começa cedo.


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