Textos categorizados 'fotografia'

20mar (Porto)

Este dia não postei ontem, por algumas razões – no decorrer da postagem, entenderão.

Acordei tarde (oh yes), e vim verificar e-mails, recados etc. (para quem ainda não sabe, mais da metade do meu planejamento em Portugal é de trabalho, e o lazer seria apenas para os momentos que sobrassem), e acabei engatando uma conversa que foi bastante prolongada, até eu ver que não tinha almoçado (já se passavam das 15h aqui em Porto), então saí para comer, mas antes dei uma volta pelos arredores.

Para começar, a duas ou três quadras daqui do hotel, estava o local do TEDxO’Porto 2011, a Casa da Música, que já falei bastante nas outras postagens, e eu bati algumas fotos externas (quem tiver meu Facebook poderá ver), e depois fui para a Praça Mousinho de Albuquerque, onde tem o Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular – não sei, sinceramente, se é algo que realmente turístico, mas eu gostei bastante, adoro monumentos, estátuas e arquitetura.

Depois, nos arredores, fui em uma padaria/lanchonete e pedi a tal da Francesinha. Me descreveram ela como um sanduíche de queijo, presunto e molho de pimenta/apimentado, algo assim, e na hora que eu pedi veio um monstro. Para quem quiser ver a aparência da criança, clique aqui.

Na volta para o hotel, eu lembrei que precisava comprar algumas coisas que não trouxe do Brasil, como cortador de unha, barbeador, espuma para barbear e um engradado de Coca-Cola Zero (assim eu paro de consumir o minibar – apesar de que o preço no minibar é o mesmo lá fora…”lá fora”, como se fosse Arquivo X). MAS, era domingo, e tudo estava fechado. Cazzo. Ou melhor, foda-se (sim, aqui fala-se isso sempre, é tipo uma mistura de “porra” com “né?”).

Na volta para o hotel, achei um supermercado, aberto, e entrei nele: era bem varejão, com bandejão de calcinha, pilha, parecia uma feira com parede e teto. Não achei o que eu queria, saí de lá.

Depois de comer aquela atrocidade à humanidade, eu precisava tomar um cappuccino e comer algo doce, então fui até a cafeteria que tem colada ao lado do meu hotel, onde havia a placa escrito proibido estudar: se alguém puder explicar o que isso significa aqui em Portugal, os comentários da postagem estão em aberto para isso (também).

Cappuccino + croissant de chocolate. Tá, maior comida de fresco, eu sei, alguns vão falar que eu deveria mascar um peixe vivo e beber diesel, mas estava bom, apesar do chocolate no meio do croissant ainda estar na forma de barra – alguém esquecem de esquentar o suficiente, talvez?

No hotel, perguntei ao recepcionista sobre algum lugar para comprar o que precisava, e ele me indicou outro supermercado, na rua do hotel, a poucas quadras: maravilha. Consegui comprar tudo, e o supermercado era bonito! Nada demais ou diferente dos brasileiros, mas comparando com o bandejão de calcinha, sinceramente…

Voltei para o hotel, voltei para o computador, voltei para a mesma conversa, com a mesma pessoa (sinceramente? Era uma conversa bastante interessante), e vi que ia ter um jantar pré-TEDx, mas o tempo passou tão rápido que quando eu fui ver no relógio de novo já havia passado da hora, então resolvi ficar por aqui mesmo.

Lembrem-se: eu acordei tarde.

Daí eu pensei em dormir cedo, já que precisaria levantar 6h30 para me arrumar e estar no evento a partir das 7h, mas acabe indo dormir tarde (depois das 2h), ou seja, eu me auto sacaneei, mas esta parte eu irei contar na próxima postagem.

19mar (Lisboa – Porto)

Hoje meu dia foi bem vazio.

Tudo bem, eu irei encontrar detalhes para entreter vocês. Começando pelo momento em que eu acordei e pensei preciso fazer o check-out até meio-dia, e havia combinado de pegar carona com uma van do evento, que iria levar outras pessoas de Lisboa até Porto. Rapidamente fiz minhas malas, desci, fiz o check-out, e pensei em almoçar no próprio restaurante, assim ganhava tempo sem precisar ficar andando pelas ruas, e correr risco do planejamento dar errado.

Pois bem: não foi assim que aconteceu.

Almocei um hamburger no hotel que, sinceramente, não estava bom. Não estava ruim (a ponto de recusar), mas a aparência bonita escondia, na verdade, uma qualidade de lanche de bar: carne de hamburger frita, que dá aquele soco no estômago quando está terminando de comer, as batatas-fritas ajudaram (bastante), assim como o refrigerante e, a parte boa, a sobremesa, que foi uma porção de profiteroles.

Almoço realizado, pago, volto ao saguão do hotel e aguardo a ligação da van, o que demorou para acontecer, precisei ligar para meu amigo e perguntar se ele teria informações sobre ela, mas estava tudo normal, como planejado. Mas onde então estava o problema? Em Lisboa.

No dia estava marcada uma manifestação contra desemprego e injustiça social, e meus amigos explicaram, depois, que isso tudo é um reflexo (ou extensão) da crise mundial, que afetou fortemente alguns países da Europa (ou todos, eu sou burro para Atualidades), e eu imaginei que fosse ser algo pequeno, mas foi algo imenso, com mobilização policial e cobertura ao vivo na televisão.

Isso tudo causou…trânsito. Saio de São Paulo, esqueço que existe trânsito, e me deparo com o próprio aqui do outro lado do oceano. Mas o motorista (Nuno Baltazar, grande homem, simpatia) soube escapar por alguns atalhos, e fomos pegar outras pessoas que iriam conosco até Porto.

Essas pessoas, aliás, bastante loucas: todas mulheres, muito simpáticas e receptíveis, que ficaram mais de 3 horas sem parar de falar, e não era apenas falar, mas sim manterem-se engraçadas do começo ao fim, com direito a risadas de porquinho, gritos, cantoria e arrotos (minha amiga disse que elas arrotaram, mas eu estava dormindo – sim, eu consegui dormir).

Dormi, acordei, e continuavam cantando, gritando, atormentando o Nuno, até chegarmos em meu hotel, que fica a poucas quadras do local do TEDxO’Porto 2011, Casa da Música (http://www.casadamusica.com) – admitam, um lugar lindo demais. Amanhã irei tirar o máximo de fotos aqui em Porto, e dedicarei boa parte para a Casa da Música,

Havia uma exposição para visitar, Survivors, do GMB Akash (http://www.gmb-akash.com), mas chegamos muito tarde, já havia acabado, então nada mais do que se arrumar no quarto, consumir um pouco do mini-bar (refrigerante e um chocolate).

Quando entrei no quarto, acessei meus e-mails pelo iPhone e vi um e-mail do meu pai, dizendo que meu irmão havia sido atropelado, mas que estava tudo bem, foi um acidente leve e ele teve apenas alguns poucos esfolamentos. Porra! Meu irmão? Atropelado? Porra! Não falei com ele, pois ele estava fora de casa, mas falei ao telefone com meus pais, e eles garantiram que ele estava bem, já havia até saído com a namorada. Soube, também, que o motorista foi prestar auxílio e meu irmão, com sua gentileza nata, o mandou tomar no cu.

Sim, no cu. Esta informação significa que ele estava normal.

Depois, pensei em comer, decentemente, como sempre faço, mas o hotel não possui restaurante, daí eu fiquei com uma preguiça bem grande de sair do hotel e andar até algum restaurante, então continuo por aqui, e daqui será cama. Amanhã não sei o que farei durante o dia, sei que irei almoçar (dã), dar uma volta pelas ruas, encontrei várias arquiteturas bacanas por aqui, praças lindas e construções que, à noite, iluminadas, são fantásticas.

Aliás, repensando minhas fotos da Itália, e o pouco que tirei de Lisboa (irei voltar lá depois de Porto), conclui que eu gosto de arquitetura, árvores, nuvens, céu azul, cores vivas (principalmente quando há sol forte) e horizontes. E também gosto de usar ângulos um pouco diferentes, tenho uma técnica de alinhar algo do enquadramento de forma paralela com as extremidades do visor – quem quiser olhar minhas fotos da Itália novamente, poderá notar esta características.

Apesar desta técnica, eu não trabalho para a NatGeo.


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De volta, @benny68, quem manda fazer restaurante perto de onde eu trabalho? Baterei ponto aqui.



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