Não é difícil estar ao lado de uma pessoa e sentir-se tão distante da mesma, eu mesmo vivenciei bons (?) momentos assim, e hoje eu pude ter uma certa experiência com sentimentos e emoções, e tudo começou com um filme: Love Happens (Aaron Eackheart e Jennifer Aniston).
Você pode achar um filme simples, da mesma maneira como eu achei, mas você pode também prestar atenção no que existe dentro da história ao invés de enxergar o filme de um único ponto de vista. No caso, a vida de Bryan era ajudar as pessoas, escreveu um livro de auto-ajuda e vive dando palestras e seminários por todo o país, mas ele acaba percebendo que ele tinha tudo na mão para ajudar a todos, mas nunca conseguiu aplicar isso em sua própria vida.
Pronto, esta é a parte importante do filme para refletir o que escreverei: quantas vezes você já conseguiu dar conselhos de surpreender a si mesmo, de tamanha profundidade e leveza em cada palavra, que fez alguém sorrir de tão certo que julgou seu conselho, mas não conseguiu aplicar isso em sua própria vida?
Me vem na cabeça o seguinte: você consegue enxergar uma pinta na mão, mas não em seu rosto. Isso, novamente, chama-se ponto de vista. Partindo desta metáfora, você pode ter um espelho ou pedir conselho de alguém. Claro que o espelho te mostra a realidade, enquanto a pessoa poderá aplicar a sua própria maneira de enxergar as coisas e lhe dizer algo como “realmente, essa pinta é grande” ou “puxa, isso? nem percebi, não é nada”.
Ontem e hoje foram dias cansativos, principalmente entre um e outro, período onde muitos conhecem como hora de dormir, eu e mais outras pessoas na agência estávamos trabalhando, enfrentando erros, problemas, cansaço, sono, e outras coisas. Um deles não dormiu, precisou continuar trabalhando e, quando viu , já havia começado o expediente do dia seguinte.
Privar um ser humano de dormir significa experimentar seu humor, que pode não ser o dos melhores, mas eu me surpreendi ao ver todos, mesmo cansados e com sono, brincando uns com os outros aqui na agência.
Isso me fez sorrir.
Eu fiquei trabalhando até umas 22h00 e decidi dar uma pausa, assistir um filme, tirar a cabeça do ambiente monitor de computador, e comentei com minha mãe: “eu poderia continuar trabalhando, fazer tudo, ir dormir mais cedo, ao invés de dar uma pausa e continuar a trabalhar de noite e dormir mais tarde, mas prefiro a segunda maneira: ter um momento de lazer me deixa mais descansado do que uma longa noite de sono”.
Talvez eu mude de opinião mais pra frente, mas realmente até então tem sido assim: assisti ao filme acima, tive ótimas reflexões, e aqui estou eu, feliz, profundamente feliz, voltando a trabalhar, sendo quase 1h e eu ainda tive ânimo (e disposição) de encarar o fato de que escrever no meu blog me faz usar horas importantes para terminar algo e, finalmente, ir dormir.
Mas eu senti essa necessidade.
Quantos lêem meu blog? Começou com uma pessoa, e agora parecem ter mais. Minha última postagem foi elogiada, e uma amiga das antigas disse que ia adicionar aos favoritos. Isso é um elogio para um nerd.
Em alguns momentos do filme eu cheguei a esboçar uma lágrima, tremer os olhos, cerrar o queixo e pensar será que este filme vai me puxar alguma lágrima, considerando que faz um bom tempo que não choro. Não tenho o costume, mas já tive períodos de choro, principalmente ao enfrentar um certo problema emocional (aos curiosos: passou faz tempo, sinto-me ótimo).
O que eu tenho muita vontade de compartilhar é: saiba identificar os diferentes pontos de vista de sua vida, e tenha a flexibilidade de enxergar todas as situações de uma única maneira. Creio que o máximo desta concepção seria ter uma das características de Deus, que é a onipresença, e também a onisciência: se você conhece todos os pontos de vista de uma única situação, você é sábio daquela situação, e não haverá nada que irá tirar a sua razão.
Muitos vêem, mas enxergar realmente é uma característica a se praticar.









