Ontem fui dormir por volta da meia noite e meia, imaginei que fosse ter mais ou menos oito ou nove horas de sono, no máximo dez (dependendo da preguiça de acordar e voltar a dormir como se nada tivesse acontecido), mas eu me surpreendi: contando com as vezes em que eu acordei e decidi voltar a dormir, posso afirmar que dormi mais ou menos quatorze horas.
Sim, levantei às 14h00 (horário de Roma) com a maior cara de pau (que só eu poderia ver, pois estou sozinho), e ainda enrolei o suficiente em meu quarto por um motivo: tem um período do dia em que o sol fica muito forte, e este período é depois das 14h. Quem nunca ouviu da mãe, pai, tia, avó ou quem seja que criou vocês, falar cuidado com o sol do meio-dia, é o mais forte?
Eu já ouvi. Da mãe, do pai, da avó, do irmão, dos familiares, dos pais dos amigos etc.
Saí para almoçar, e desta vez eu comi macarrão, um prato de nhoque com molho e queijo, que estava abraçando meu interior com muito carinho enquanto eu dava uns bons goles no refrigerante gelado. Saindo do restaurante, passei na mesma mercearia onde comprei o doce de chocolate (e eu descobri o nome: torrone italiano, que de torrone não tem nada, pelo menos comparado com o que é famoso no Brasil) e comprei, além de minha lendária Coca-Cola Zero, um doce de chocolate que tinha mais ou menos o tamanho de um azulejo de banheiro, mais ou menos do tamanho da mão de um homem graúdo por volta dos 25 anos (ou eu).
Voltei para o hotel para comer minha sobremesa, pois com aquele tamanho, textura e consistência, seria não apenas incômodo mas também vergonhoso tentar comer na rua, enquanto se está andando, ainda mais segurando uma garrafa de 600ml.
Por volta das 16h eu comecei o meu passeio, com a ajuda de um taxi para chegar até o Coliseu novamente, e por lá eu fiquei andando. A princípio procurando o Foro Romano, e pretendendo visitar também o Palatino, mas acabei me entretendo com as ruas e as pequenas construções menosprezadas, ou melhor, ofuscadas pelas grandes e abissais atrações.
(aliás, vocês sabiam que o nome original – ou inicial – do Coliseu é Anfiteatro de Flavio?)
Meu passeio foi me afastando mais do Coliseu, e eu finalmente encontrei o Foro Romano. Ou pelo menos acho que encontrei, eu apenas segui as placas da cidade e nada mais. Sinceramente achei sem graça, mas eu confirmarei na internet as outras arquiteturas que ainda não visitei por aqui, ver a cara delas, para saber identificar amanhã.
Entrei em uma praça, que esqueci o nome, que tem uma escadaria imensa para chegar até ela, e estava havendo um protesto com algumas pessoas no terraço de um edifício (no máximo dois andares de altura) ameaçando se jogar de lá.
Eram os sem-teto de Roma.
Ouvi alguns brasileiros conversando ao meu lado e puxei papo com eles, com aquele charme e originalidade, falando e aí, será que eles pulam mesmo?
O casal era de Santo André, simpáticos, me ensinaram que aquela praça foi desenhada pelo Michelangelo, e que alguns dos sem-teto usavam tênis Nike Shox. Diferente do Brasil, onde os sem-teto usam aquelas roupas surradas de trabalho, os daqui pareciam um tanto arrumados.
Comentei um importante detalhe com o casal: quem quer se matar não faz estardalhaço, simplesmente se mata e depois descobrem quem era, o que queria, se havia alguma causa naquilo. Os de hoje queriam apenas chamar a atenção das pessoas e fazer sua causa ser conhecida.
Andei.
Andei.
Andei.
Pareceu muita coisa, mas foram apenas três horas de passeio, e eu decidi experimentar o cappuccino daqui que, segundo o meu pai, é muito elogiado. Apesar de eu não ser um bom conhecedor de cafés ou já ter provado diversas iguarias de seu grão (eu me forcei a gostar de café há menos de um ano, sendo um fiel consumidor da Starbucks), o cappuccino estava realmente muito bom.
O que eu tomei estava suave e cremoso, mas eu ainda preciso experimentar de outros lugares aqui, e no Brasil, para ter base comparativa, ou parecerei um grande babaca falando do que não sei.
De volta ao hotel, meus planos para amanhã será, novamente, passear pela região do Coliseu, ou Piazza del Coliseo, provavelmente buscar chegar lá em um horário muito cedo para estar mais vazio e fugir do atormentador sol do verão europeu.
Se ao menos tivesse uma piscina no hotel, como em Verona, eu poderia de manhã fazer mais passeios, voltar para o hotel e passar a tarde debaixo do sol na piscina, e no cair da tarde fazer mais alguma coisa rápida antes de realmente anoitecer.
Saldo alimentício de hoje: nhoque, azulejo com recheio de chocolate, refrigerantes, água e cappuccino. E eu realmente pretendo não comer mais nada por hoje, o almoço em si não era grande mas me estufou durante o dia todo, quase que desisto de tomar o cappuccino (mas alguns arrotos ajudaram a liberar espaço). Aliás, comer pouco e ficar cheio significa outra coisa muito conveniente, que é perder peso e diminuir as medidas, então preciso tomar cuidado como que como para não correr o risco de ter alguma indigestão ou apenas aquele incômodo pós rodízio de comida.
Quanto à antecipação de minha volta ao Brasil, será no dia 5 de setembro (quatro dias antes da data original) e eu não precisarei do vôo até Roma, para depois seguir até Madrid, eu irei para Madrid direto de Nápoles, e daí sim pegar o vôo para o Brasil, aeroporto de Guarulhos.
Até breve, brasileiros!









