Como um ser humano que tem controle de seu sono e disposição matinal, eu consegui levantar cedo, antes mesmo do despertador tocar, para aproveitar meu dia em Lisboa e conhecer alguns lugares. Claro que o descrito agora precisam de mais detalhes: eu acordei, realmente, antes do despertador, mas sair da cama foram outros 500, mas não demorei tanto ao ponto de sair na hora do almoço.
Objetivo 1: visitar o Castelo de São Jorge.
Objetivo 2: ir a pé (clique e veja a distância entre o Castelo e o Hotel)
Viu? 3Km. Agora pense que, como eu não estou com um mapa na mão, na hora de voltar eu dei uma caminhada a mais pelas ruelas do bairro, então ida e volta foram 6km: já posso participar do Iron Man.
Falando sobre o Castelo, é muito bacana, e eu sempre piro em arquitetura, então quem tiver meu Facebook pode ver lá no álbum de fotos de Lisboa todas as fotos que tirei de lá, e uma das coisas mais lindas foi a vista para o mar, as residências, as pontes, tudo lindo (e registrado em fotos).
Após lá, voltei para o hotel e descansei um pouco, pois apesar de ser domingo eu tive minha última reunião profissional, que foi bastante rápido. Para ir até essa reunião, eu poderia ter ido a pé novamente (mais 3km) mas estava cansado e atrasado, então resolvi ir de metrô, mas na volta…mais 3km a pé.
Somando tudo: 9km de caminhada. Suspeito fortemente de que emagreci em minha estadia aqui em Portugal, pois eu não queria comer muito, estive sempre andando de um lado para o outro, cheio de compromissos, só parava para descansar e dormir, e não gosto (mesmo) de frutos do mar. Aliás, chamar caranguejo e outros animais do mar de frutos é mais uma tática de gordinhos para saírem da dieta.
Emagreci, retornarei ao Brasil um homem mais esbelto: mães, pais, prendam suas filhas em casa, sou um gajo muito giro.
Na volta para o hotel, decidi comer, pois quem leu minha postagem anterior vai lembrar que eu comi a valer no rodízio de carne e isso me fez ficar mais da metade do dia sem ter vontade alguma de comer. Como a fome era pequena, resolvi passar no Starbucks, pedi um lanche minúsculo (significa pão + quejo, que na verdade parecia mais uma bisnaguinha um pouco maior), um cookie (esse sim, melhor que no Brasil, muito maior) e o meu “de sempre” Frappuccino Mocha Tall.
Mais caminho a pé, passei em frente ao Hard Rock Cafe Lisboa e pensei que não seria uma boa ideia comer lá, pois eu já tinha comido um lanche rápido no Starbucks e isso deveria me segurar até a hora de dormir. Eu às vezes confio em minha ingenuidade e esqueço que eu já cheguei a comer 15 pedaços de pizza quando tinha 15 anos ou que cheguei a pesar 110Kg há uns 2 anos atrás – sim, eu precisava ter comido mais que um lanche no Starbucks.
E quando que eu fui perceber esta condição biológica? Apenas no final da noite, e isso aqui em Lisboa significa:
1. Fim do serviço de quarto
2. Restaurantes fechados
3. Deliverys encerrados
Clap. Clap. Clap. Eu realmente sou um ninja do planejamento, se eu tivesse um exército que dependesse de mim para se alimentar, já teria virado a bóia deles. Bom, a única opção era sair pela noite atrás de algum restaurante, e confesso que a preguiça era bem maior do que a vontade de caçar comida em Lisboa: eu havia andado 9km o dia inteiro, estava com os pés doendo, calos, com sono…e tudo isso resultou em eu, relutantemente, começar a consumir o mini-bar.
Mas, antes, fui até a recepção e confirmei que a conta do mini-bar poderia ser debitada no cartão que usei para pagar as estadias, pois eu não quero passar por imprevistos e ficar sem dinheiro na carteira: preciso de taxi até o aeroporto e, também, comer! A boa notícia é que eu posso fazer isso, o que me tranquiliza bastante, e isso significa que:
1. Comi 1 mini-Toblerone
2. Comi 1 mini-Pringles
3. Comi 1 pacote de amendoin (péssimo)
4. Tomei 1 refrigerante
E no momento de angústia alimentar, eu tive meu humor bastante aperfeiçoado: Facebook e Twitter tornaram-se principais vias de alívio cômico de minha situação desgraçada, fazendo todo mundo rir (ou pelo menos digitar “hahahaha” e outras frases semelhantes). Chegaram a lembrar (e muito bem) que o fato de eu estar sem janta é um tanto irônico pois eu sou host do TEDxCampos, cujo assunto será gastronomia e alimentação.
Cheguei a lançar, sem sucesso, a campanha “traga-me uma janta e eu pago a sobremesa” – ninguém de Lisboa se comoveu com minha situação, provavelmente porque deviam estar comendo.
Hoje entramos em horário de verão, aumentou mais uma hora, o que significa que estou a 4 horas à frente do Brasil – por exemplo, agora são 22h26 no Brasil, final de Fantástico, dá para fazer alguma coisa ainda, enquanto aqui são 02h26, hora de já estar no segundo sono, mas tudo bem, eu posso, já que meu dia amanhã será apenas correria de aeroportos.
Chegarei no dia 29 às 06h20, e será o encerramento de mais uma viagem minha para a Europa, desta vez com muita carga de trabalho, pouco lazer e perrengues diferentes de quando eu estive na Itália. Aliás, se vocês ficarem tristes pelas minhas postagens mais engraçadas do mundo terminarem (pelo menos até eu fazer outra viagem), vasculhem meu blog e comecem a ler minha viagem para a Itália: foram mais dias, o que significa que eu passei por mais problemas, sempre com uma visão bem humorada.
Sucesso.










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